05/12/2019 às 21h46min - Atualizada em 05/12/2019 às 21h46min

Duas alunas com deficiência auditiva colam grau em Barra do Garças e são exemplos de superação

O objetivo da Seciteci-MT é promover a formação profissional de jovens e adultos, que irão contribuir para o desenvolvimento do Estado

Soraya Medeiros | Seciteci - MT
ARAGUAIA NOTÍCIA
Em solenidade especial, 34 estudantes recebem o certificado de conclusão de curso - Foto por: Silvana de Oliveira
Entre os 34 formandos dos cursos de Agricultura, Agropecuária, Agroecologia e Zootecnia da Escola Técnica de Barra do Garças, duas alunas com deficiência auditiva se destacaram como exemplos de força e dedicação ao superar as dificuldades para se formar.

As estudantes Camila Santos e Luana Silva são as primeiras surdas-mudas a receber os certificados de conclusão. Elas aproveitaram a intérprete para falar da emoção do momento que viveram dentro da escola e também de como superaram os desafios encontrados ao longo do curso.

Camila explicou que não houve nenhuma exclusão por parte dos estudantes e foi muito bem acolhida em sala de aula. “Fiquei feliz em terminar esse curso e ver que muitas pessoas me ajudaram a realizar esse sonho. Fiz muitos amigos, aprendi com eles e também pude ensiná-los a se comunicar através dos sinais”, contou.

Luana disse que os intérpretes de Libras são fundamentais durante todo o processo. “Lutei muito pelos meus direitos e hoje estou mostrando que é possível fazer um curso técnico. É importante que todas as pessoas na mesma situação que eu saibam disso”, afirmou.



A coordenadora pedagógica Silvana de Oliveira relatou ter sido a primeira vez que parte da cerimônia foi realizada em Libras, emocionando a todos os presentes. Segundo ela, o maior desafio foi mostrar para os estudantes que quando se tem força de vontade e determinação pode-se fazer o que quiser. 

“O mundo dos surdos-mudos é visual, eles escutam com os olhos e isto os torna muito observadores. Por isso, é importante ter o intérprete traduzindo em sinais os conteúdos das disciplinas. Superando esta barreira inicial, todo o processo passa a ser natural e a presença de computadores e tecnologias na escola ajuda muito, pois facilita não só no estudo como na comunicação entre os surdos e os não surdos”, informou.

O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Stephano do Carmo, destacou que um dos objetivos da pasta é subsidiar a formação profissional, por meio das escolas técnicas e das unidades remotas.

"O objetivo é inserir o profissional no mercado de trabalho. A partir de agora, estes jovens estão aptos a atender as demandas regionais, contribuindo para o desenvolvimento do Estado”, pontuou.
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