02/12/2019 às 21h16min - Atualizada em 02/12/2019 às 21h16min

Mato-grossenses vivem em média 74,7 anos

Dados como estes fazem parte da nova tábua anual de mortalidade divulgada e publicada na quinta-feira (28/11)

Assessoria / Gcom MT
ARAGUAIA NOTÍCIA
Em Mato Grosso, uma pessoa nascida, em 2018, tinha expectativa de viver, em média, até os 74,7 anos. Isso representa um aumento de dois meses em relação a 2017 (74,5). No mesmo intervalo de tempo, a esperança de vida dos homens cresceu de 71,4 para 71,6 anos, e das mulheres de 78,1 para 78,3 anos, o que revela uma diferença na estimativa de vida ao nascer entre as pessoas do sexo masculino e feminino de 6,7 anos, no Estado.

Dados como estes fazem parte da nova tábua anual de mortalidade divulgada e publicada ontem (28), no Diário Oficial da União (DOU), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações fornecem estimativas de vida às idades exatas até os 80 anos, com data de referência de 1º de julho do ano anterior e subsidiam o cálculo do fator previdenciário para fins das aposentadorias das pessoas regidas pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Também conhecido como "tábua de vida", o levantamento informa quanto tempo devem viver, aproximadamente, os indivíduos nascidos em um determinado ano, desde que mantidas as mesmas condições observadas no ano de seu nascimento.

Em nível nacional, a expectativa de vida ao nascer do brasileiro era de 76,3 anos, o que representa uma alta de 0,4% em relação ao dado do ano anterior. Segundo o IBGE, esse número vem crescendo desde 1940, quando naquele ano, a estimativa era de apenas 45,5 anos. Para quem chega aos 80 anos, a expectativa de sobrevida manteve-se em 9,6 anos.

Apenas oito estados alcançaram esperanças de vida superiores à média nacional, sendo a maior taxa obtida por Santa Catarina (79,7 anos), seguida por Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, todos com valores iguais ou acima de 78 anos. Já as menores, foram encontradas no Maranhão (71,1 anos), Piauí (71,4) e Rondônia (71,7). Já a expectativa dos homens aumentou de 72,5 anos, em 2017, para 72,8 anos, enquanto a das mulheres foi de 79,6 para 79,9 anos, no mesmo período. “A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino, em 2018, não completar o primeiro ano de vida era de 13,3 a cada mil nascimentos. Já para as recém-nascidas, a chance era de 11,4 meninas não completarem o primeiro ano de vida”, informou.



O estudo traz ainda a diminuição da mortalidade nas idades mais avançadas, sendo que as probabilidades de sobrevivência entre 60 e os 80 anos de idade alcançassem aumentos consideráveis entre 1980 e 2018 em todas as unidades da federação, chegando em alguns casos a mais que dobrarem as chances de sobrevivência entre estas duas idades. Em 1980, de cada mil homens que atingiam os 60 anos de idade 291 completariam os 80 anos, valor que passou para 527 em 2018, sendo poupadas 236 vidas para cada mil que chegaram aos 60 anos de idade.

Já para o sexo feminino essa probabilidade passou de 398 a 663 para cada mil pessoas do sexo feminino que atingiram os 60 anos de idade, deixando de vir a falecer 265 por mil mulheres entre os 60 e 80 anos, neste período de 38 anos. Em Mato Grosso, essa probabilidade de sobrevivência entre os 60 e 80 anos foi de 506 e 623 por mil homens e mulheres, respectivamente.

A tábua completa de mortalidade para o total da população brasileira, referente ao ano anterior, é divulgada anualmente e se dá em cumprimento ao disposto no artigo 2o do Decreto no 3.266, de 29 de novembro de 1999. Conforme o IBGE, o resultado é proveniente de uma projeção dos níveis de mortalidade a partir da tábua de mortalidade construída para o ano de 2010, na qual foram incorporados dados populacionais do Censo Demográfico, estimativas da mortalidade infantil com base no mesmo levantamento censitário e informações sobre notificações e registros oficiais de óbitos por sexo e idade.

“Trata-se de um procedimento necessário de atualização, quando se trabalha com indicadores e/ou modelos demográficos prospectivos. Além disso, o desenvolvimento desta atividade cumpre, também, o propósito de gerar parâmetros atualizados da mortalidade do Brasil que foram incorporados à projeção da população por sexo e idade para o período 2010-2060”, informou o Instituto.
Notícias Relacionadas »
Comentários »