16/11/2019 às 10h37min - Atualizada em 16/11/2019 às 10h37min

Ex-prefeito acusado de homicídio é condenado a 12 anos de prisão

Treze anos depois aconteceu o julgamento deste crime de repercussão na região do Araguaia. O ex-prefeito vai recorrer da sentença em liberdade. Ele alega legítima defesa e que a vítima teria o ameaçado

Araguaia Notícia
Foi julgado na quinta-feira (14/11) no fórum de Aragarças-GO, o ex-prefeito da cidade de Baliza-GO (na divisa com Mato Grosso), Humberto Grossi, acusado de matar a tiros o morador Aldemar Tapity Silva. O crime aconteceu no dia 10 de novembro de 2006 na cidade de Baliza após um desentendimento de autor e vítima por causa de limite de propriedades rurais na zona rural do mesmo município.

Ao final do julgamento, o ex-prefeito foi condenado a 12 anos e quatro meses, todavia com direito a recurso em liberdade cuja apelação deve ser avaliada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) no prazo de oito a um ano e o réu ainda tem direito a recurso nas instancias federais. Correndo o risco de prescrição do processo.

Na época do homicídio, Grossi era prefeito de Baliza e não ficou preso porque alegou legítima defesa. Ele relatou que há 15 anos tinha um problema de divergência com Tapity por causa de terra e ficou sabendo que no dia do crime, a vítima foi até Baliza para acertar contas com ele.



Grossi permaneceu no cargo até o final do mandato e depois se mudou para outra cidade e diz que passou a andar com segurança temendo uma vingança da família.

Na época, a PM relatou no boletim de ocorrência que o crime aconteceu após uma discussão no bar onde o prefeito teria sido atingindo por um banquinho lançado pelo filho da vítima. Em seguida, conforme o boletim, o prefeito disparou contra os dois. Gross alegou ter agido em legítima defesa porque Tapity levou a mão à cintura. O garoto sobreviveu ao disparo.

A família de Tapity diz que o prefeito atocaiou a vítima e que o disparo foi pelas costas e que ainda tentou matar o filho de Aldemar e espera que seja feita justiça.
 
 
 
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