05/04/2011 às 21h32min - Atualizada em 05/04/2011 às 21h32min

MPE e GGI fecham bares e hotéis na região do Copo Sujo em Barra

Por falta de condições de higiene e segurança para comunidade

Olhar Direto
Tv Serra Azul O lendário Copo Sujo teve início com a história de reaproveitar os copos sem lavar

A região do copo sujo em Barra do Garças, 509 km de Cuiabá, foi fechada numa ação conjunta do Ministério Público do Estado, Vigilância Sanitária e Fiscalização da prefeitura, sexta-feira (1). Foram fechados bares e um hotel que funcionavam num quarteirão próximo a antiga rodoviária da cidade.

Curiosamente o lugar fica perto da delegacia da Polícia Federal. A denominação copo sujo se originou no passado em virtude do número de pessoas e as condições de higiene onde as pessoas bebiam no mesmo copo que era pouco lavado.

A decisão de fechar o copo sujo partiu do promotor Marcos Brant, que é secretário do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) de Barra do Garças. Participaram da operação de interdição dos bares: Polícia Militar, Civil, Policia Federal e a Rodoviária Federal e os fiscais da prefeitura da Vigilância Sanitária. Mesmo com alguns protestos de proprietários e frequentadores, não houve jeito o copo sujo mais uma vez foi fechado.

O coronel Valdemir Barbosa informou que a decisão de fechar o copo sujo foi tomada em conjunto pelas autoridades numa audiência do GGI e corroborada pela prefeitura. A operação foi coordenada pelo capitão Edgar que informou que o GGI mapeou os pontos críticos e problemáticos da cidade, tanto na questão segurança, como saúde.

A fiscalização ainda teve a presença do Conselho Tutelar para verificar as denuncias de exploração sexual de menores, e também a venda e permanência de adolescentes nesses locais.

A proposta do GGI é que a prefeitura mantenha o lugar fechado e sugira ao proprietário a demoção do prédio e a construção de um novo empreendimento no lugar. No mesmo setor central, do outro lado da rua, está o prédio da antiga rodoviária que continua abandonado sem nenhuma finalidade. A antiga rodoviária foi adquirida por um empresário de São Paulo que prometeu construir um empreendimento na cidade e até hoje não fez.

O coronel Barbosa acrescentou que o GGI neste mapeamento que foi feito na cidade estará atuando em outras lugares da cidade e se for necessário fechando estabelecimentos que preencham as condições de funcionamento.


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