27/08/2019 às 06h30min - Atualizada em 27/08/2019 às 06h30min

Carlos Bezerra classificou de injusta acusação contra Valtenir Pereira e diz que delegado deveria ser processado

O Bom da Notícia
ARAGUAIA NOTÍCIA


O presidente do MDB em Mato Grosso, o deputado federal Carlos Bezerra, saiu nesta segunda-feira (26), em defesa do ex-deputado federal Valtenir Pereira do seu partido e atualmente suplente, acusado de desviar dinheiro federal para construção de pontes de concreto em Mato Grosso.

Para ele, era o delegado da Polícia Federal que conduz as investigações, que deveria ser processado por acusar “injustamente e sem provas” o colega de partido.

“O que aconteceu com ele foi um descalabro. Uma coisa injusta, porque não existem provas, não existe, de fato, nada contra ele. Entretanto, o  delegado faz um show na televisão. Ele [Valtenir] não devia ser processado e, sim, o delegado”, ressaltou Bezerra por telefone ao O Bom da Notícia, nesta segunda-feira (26).

Ainda irritado, o parlamentar emedebista ao ser questionado se a direção estadual da legenda estaria cogitando abrir uma sindicância interna para apurar a conduta de Valtenir, Bezerra além de não respondedr à pergunta, ainda foi deselegante com a reportagem, ao chamar o jornalista de burro, antes de desligar o telefone.

O ex-deputado Valtenir Pereiraa foi interrogado pelos delegados que conduzem o caso na manhã desta segunda, em Barra do Garças. mas não há detalhes sobre o depoimento, pois as investigações correm em segredo de justiça. Até o momento, Valternir só se manifestou sobre o caso por meio de uma nota encaminhada na semama passada à imprensa, onde alega inocência.  

Valtenir foi alvo da segunda fase da Operação Tapiraguaia, deflagrada na última quinta-feira (22). As investigações mostram que ele, na condição de parlamentar, teria viabilizado a realização de convênios entre o Ministério da Integração Nacional – Secretaria Nacional da Defesa Civil e as prefeituras -, amparando-se na justificativa de construção de pontes de concreto emergenciais, devido às enchentes provocadas pelas chuvas na região.

O esquema teria ocorrido entre 2014 e 2016 e também envolveu o ex-prefeitos de Confresa e Nova Serra Dourada, Gaspar Lazzari e Edson Yukio Ogatha, respectivamente.

O material colhido aponta que o ex-deputado teria montado um esquema criminoso, em conluio com empresários e gestores municipais. Segundo a PF, cerca de R$ 601 mil teriam sido utilizados para pagamentos de propina.



Os prefeitos, beneficiados com os recursos federais, realizavam licitações repletas de irregularidades, combinando previamente com os empresários contratados para a execução das obras. Os políticos exigiam propinas a essas pessoas, na medida em que fossem realizados os pagamentos. 

Os valores utilizados nas propinas provinham na maioria das vezes de medições fraudulentas, como atestados de serviços não realizados ou realizados a menor custo. Os montantes eram repassados aos gestores municipais e ao ex-deputado, por meio de depósitos/transferências em contas de terceiros.
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