17/08/2013 às 14h53min - Atualizada em 17/08/2013 às 14h53min

Crianças recebem alta e motorista continua internado após incêndio de ônibus escolar

Olhar Direto
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Duas das cinco crianças que estavam no ônibus escolar que pegou fogo em Aragarças-GO, divisa com Mato Grosso, receberam alta sexta-feira (16). Justamente os dois irmãos de Gabriel Estevão Satel, 4 anos, que faleceu queimado. Poliana de 10 anos e Antônio Carlos, seis anos, conseguiram escapar da tragédia que abalou a região de Barra do Garças na quarta-feira passada.

Eles estavam hospitalizados por terem inaladomuita fumaça e havia risco de intoxicação. Permanecem hospitalizados André e o irmão dele Vandilson; a adolescente Raquel e o motorista do ônibus Oclécio José Severino, que ainda está em estado de choque e inalou também muita fumaça.

O pequeno Gabriel foi sepultado quinta-feira sob forte emoção de familiares que pediam a apuração do caso. Os moradores do córrego das Mulas voltaram a reclamar que o ônibus estaria com problema.

A delegada Azuen Albarelo, que saiu de férias, disse que deixou alguns procedimentos agendados para esse caso e tão logo o motorista reúna condições ser ouvido ele será interrogado pelo delegado de Piranhas-GO, Diogo Rincón.

O jovem Célio Donizete que estava no ônibus e salvou as crianças permanece no hospital porque a namorada Raquel está internada. Ele disse que tentou puxar Gabriel para fora, porém o menino assustado com o fogo correu para o fundo do ônibus.

Se a porta traseira do ônibus não tivesse travada teria como salvar todos. Porém existe uma regulamentação do DETRAN que em ônibus escolar a porta traseira deve ficar travada e isso deixou muita gente revoltada. “Essa lei está errada e deveria ser uma trava que em caso de emergência possa ser aberta”, indagou um morador indignado com essa situação.

O prefeito de Aragarças, Aurélio Mendes, disse que pediu ajuda ao governador Marconi Perilo para comprar novos ônibus para o município. Em Goiás, a partir de 2014, o DETRAN baixou uma portaria que proibição a contratação de ônibus com mais de oito anos de uso para transporte escolar. Essa medida era vista com resistência por alguns prefeitos, todavia depois da tragédia que ceifou a vida de Gabrielzinho em Aragarças essa pensamento deve mudar.

O ônibus que pegou fogo no município goiano estava com 17 anos de funcionamento. 


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