06/08/2019 às 07h07min - Atualizada em 06/08/2019 às 07h07min

Juiz manda fechar ruas e pede reforço no júri de acusado de matar procuradores no Araguaia

O julgamento terá início no dia 6 de agosto e deve movimentar toda a região do Norte Araguaia

Gazeta Digital
ARAGUAIA NOTÍCIA
Procuradores assassinados no Araguaia em setembro de 2016


O julgamento do caseiro José Bonfim Alves Santana está mexendo com a rotina da cidade de Vila Rica (1259 km ao Norte), que conta com pouco mais de 23 mil habitantes. Isso porque o juiz Ivan Lúcio Amarante pediu reforço na segurança no fórum, interdição de ruas, restrição no acesso ao Tribunal do Júri e quarto individual em hotel para cada um dos jurados que compõe o Conselho de Sentença. 

Todo o aparato de segurança permanecerá ativo durante os 3 dias previstos de julgamento do acusado de matar os procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto, pai e filho. O julgamento está marcado para os dias 6, 7 e 8 de agosto, no fórum da cidade.

Todo o aparato de segurança permanecerá ativo durante os 3 dias previstos de julgamento do acusado de matar os procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto, pai e filho. O julgamento está marcado para os dias 6, 7 e 8 de agosto, no fórum da cidade.

A viúva e mãe da vítima, Elizabeth Diniz Martins Souto, é advogada e será assistente de acusação, assim como a nora, viúva de Saint Clair Filho, Maria Cecília de Marco Rocha, que é juíza federal e será representada como assistente de acusação pelo advogado Mário Alves Ribeiro. 27 testemunhas estão convocadas a depor.

Conforme informações, pessoas que não sejam policiais, mesmo que tenham autorização para uso de armas, não poderão entrar no fórum. Mais militares foram convocados para trabalhar na data, no fórum.

O juiz ainda “ solicitou à Prefeitura Municipal interdição das vias frontais que dão acesso ao prédio do Fórum, a partir das 5h da manhã do dia 6 até a efetiva finalização do júri; hospedagem em hotel local, em quarto individual, para os jurados que forem sorteados e para eventuais testemunhas que não se consiga ouvir no primeiro dia; pediu ao Comando da PM que mantenha ao menos um policial fixo no local da hospedagem, durante o período noturno”.

Apenas 40 pessoas, capacidade da sala, poderão entrar no local. Essas pessoas foram previamente cadastradas na secretaria do fórum, para que se tenha controle de público.

O réu responde por duplo homicídio mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a vantagem de outro crime, ocultação de cadáver, fraude processual e posse irregular de arma de fogo.

 

O caso

As vítimas foram mortas em 9 de setembro de 2016. O acusado José Bonfim foi preso, suspeito do crime, e confessou os assassinatos. Ele está preso desde então na penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa (730 km a Leste).

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o caseiro teria matado a vítima porque elas estavam desconfiadas de que o gado da fazendo estava sendo furtado e iriam denunciar o crime à polícia.

Para não ser pego, pois estava furtando o gado, o acusado chamou o idoso Saint’Clair Martins Souto para andar a cavalo. Distante da sede da fazenda, o suspeito atirou na vítima, pelas costas. Depois, voltou à casa para pedir socorro ao filho do procurador. Ele contou que o ancião tinha caído a cavalo e precisava de ajuda para socorrê-lo. Vítima e acusado seguiram a cavalo até certa distância e, da mesma forma, o caseiro matou o rapaz.

Ele foi preso 4 dias depois do crime, no Tocantins, por posse ilegal de arma. (com informações da assessoria)
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