05/07/2019 às 07h18min - Atualizada em 05/07/2019 às 07h18min

Homem acusado de 'forjar' suícidio da esposa é condenado a 15 anos

Este crime aconteceu em Montes Claros de Goiás e repercutiu nacionalmente

Rio Claro News
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Na Terça feira (3/7), Depois de dois anos aguardando o julgamento, o então réu não confesso Marcos Vinício B. da Fonseca, hoje com 31 anos, acusado de matar e forjar o suicídio da esposa Elislene Alves de Jesus, na época, com 28 anos, crime que repercutiu nacionalmente em todas as mídias por se tratar de tamanha violência e que causou grande revolta e comoção de familiares e população, na época, a família da vitima chegou a fazer ate caminhada para pedir por justiça.

  O acusado foi a júri popular no fórum de Montes Claros de Goiás, depois de aproximadamente, vinte e duas horas de julgamento, e colhidos os testemunhos de ambas as partes, o réu foi declarado culpado pelo júri que ali fez presente, e foi sentenciado pela Juíza de Direito Drª Mônica Miranda Gomes de Oliveira, pelo artigo 121 (Matar Alguém), § 2º III (Por emprego de asfixia) e VI (contra a mulher por razões das condições de sexo feminino na circunstância de violência domestica e familiar), todos do código penal.

Por se tratar destas penas o réu foi condenado a 15 anos de reclusão mais pagamento de indenização pela reparação dos danos causados pelo crime no valor de R$ 30.000,00(trinta mil reais) e as custa processual.

Participarão do Julgamento:

Juíza de Direito: Drª Mônica Miranda Gomes de Oliveira

Acusação: Promotor Drº Bernado Morais Cavalcante

Assistente da acusação: Drº Ubiramar Edson Rezende Rezende, Drª Daianne Francielle Morais Basto, Drº Palmestron Francisco Cabral

Entenda o Caso:

A Polícia Civil prendeu, no dia 12/04/2017, Marcos Vinício Barbosa da Fonseca de 29 anos, suspeito de forjar o suicídio da esposa, Elislene Alves de Jesus, de 28 anos, em Montes Claros de Goiás, no noroeste do estado. O delegado responsável pelo caso, Ricardo Galvão, afirmou que o detido não admitiu ter matado a esposa.

Conforme Galvão, a mulher foi achada morta no último dia 26 de março. “Ele contou que chegou em casa e a encontrou morta com um elástico no pescoço no quintal da casa e, logo que viu, retirou esse elástico e o descartou ali mesmo. Em seguida, ele foi até a casa do pai e só depois eles procuraram a polícia”, afirmou ao G1

Após uma perícia no local e exames feitos no corpo da vitima, a Polícia Civil concluiu que a mulher não se matou. Segundo o delegado, marcas no pescoço apontaram que ela foi estrangulada e vestígios revelaram que o corpo dela foi arrastado até o quintal. Também foi encontrado um hematoma na cabeça dela, que seria de uma pancada.

“Apuramos com os vizinhos que o casal brigava muito e que, mesmo estando casados há nove anos, se separaram e voltaram várias vezes. A polícia trabalha com a hipótese de que, em uma dessas brigas ele a matou, até por que há indícios de que houve luta corporal”, disse Galvão.

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