12/04/2019 às 07h26min - Atualizada em 12/04/2019 às 07h26min

Fotos íntimas de mulher vazam no WhatsApp e delegado alerta sobre crime de compartilhar e armazenar

Agencia da Notícia
Araguaia Notícia
Nesta terça-feira (9), em Confresa, no Norte Araguaia, do Vale do Araguaia, circularam pela rede de comunicação WhatsApp, vídeos e fotos íntimas comprometedoras de M.C.D, de 22 anos. 

Na manhã de quarta-feira a vítima compareceu à redação da Agência da Notícia para esclarecimento de tal acontecido. Acompanhada seu advogado, a mesma apresentou o Boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Judiciária Civil, alegando conversas e vídeos falsos que vazaram em seu nome, além de ameaças sofridas. 

Ela explica que as fotos publicadas foram tiradas a partir de aparelhos telefônicos de duas pessoas que eram próximas, e que apenas as mesmas teriam acesso. 

Tais conversas que geraram polêmica na cidade de Confresa, se tratavam de um possível golpe que seria aplicado, envolvendo nomes comprometedores de empresários da cidade. O vídeo publicado, não teria nenhuma procedência, visto que as características físicas da vítima não são as mesmas da pessoa que aparece no vídeo. 

Em uma das conversas, foram citados nomes comprometedores e conhecidos na cidade, o que gerou ameaças à vítima, com palavras de baixo calão que envolviam até mesmo a família de M.C.D. Em razão dos crimes cometidos, todas as medidas necessárias foram tomadas e envolvidos responderão por importunação ofensiva ao pudor, difamação e ameaça. O caso segue sob investigação. 

Repercussão: 

Visto que o conteúdo publicado tenha uma grande repercussão advogado da vítima orienta que o compartilhamento de cenas de sexo, ou nudez de terceiros é crime e cabe prisão de até 5 anos: “a vítima já representou criminalmente contra três pessoas: duas que forjaram os vídeos com as supostas conversas; o suposto vídeo de sexo e também contra uma pessoa que criou grupo no WhatsApp exclusivamente para compartilhamento do material. Serão quebrados sigilos telefônicos e suspeitos serão ouvidos da delegacia visando apurar autoria e materialidade delitivas” acrescenta ele. 

Segundo o Código Penal, o art. 218-C. detém que: oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar, ou divulgar por qualquer meio- inclusive por meio de comunicação de massa, ou sistema de informática ou telemática-, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez, ou pornografia: Pena- reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave. 

Em conversa com Delegado Dr. André Rigonato, ele diz que esse não é o primeiro caso apresentado na delegacia, pois trata-se de uma questão atual, visto que há facilidade de acesso às ferramentas da internet, além do mal-uso das redes tendo em vista as frequentes divulgações falsas e sem procedência “É importante a conscientização da população, no momento de compartilhamento dos conteúdos que são publicados na internet. É indispensável a verificação da procedência de qualquer informação antes de ser repassada. ” Alerta o Dr. Rigonato, lembrando ainda que as divulgações indevidas das imagens podem ter uma agravante pena, conforme o art.218. 

O Delegado ainda lembra da consciência da própria mulher em relação à sua integridade. Levando em conta de que a internet tem acesso livre e não é possível manter um controle, é importante ficar alerta à quem são repassadas aos conteúdos que comprometem sua imagem, visto que os mesmos acarretam uma desvalorização da mulher. 

A Delegacia de Polícia Judiciária Civil vem fazendo um trabalho na cidade de Confresa com o cartório em defesa e proteção das mulheres. 
 
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