20/03/2019 às 18h07min - Atualizada em 20/03/2019 às 18h07min

Homem é condenado a 16 anos por assassinato de corretor em Barra do Garças; advogado diz que recorrerá

O corretor de terras conhecido como Nego Dino foi vítima de emboscada em 2016 na Br 070 quando chegava na cidade

ARAGUAIA NOTÍCIA
Advogado Vinicius Ribeiro discorda do resultado e anuncia que recorrerá
Foi julgado na terça-feira (19/3) no Júri Popular em Barra do Garças, Lucas Rafael Fernandes, 28 anos, acusado de pilotar moto durante emboscada que matou corretor de terras, Dino Batista da Silva, conhecido como Nego Dino, em agosto de 2016.

Na época, Dino estava de caminhonete na companhia de mais três pessoas retornando pela rodovia Br 070 para Barra do Garças. No atentado, ele recebeu três tiros e faleceu dentro do veículo e um dos disparos acertou Maria de Jesus Rodrigues nas costas que conseguiu pular da caminhonete.

Os atiradores estavam de moto e se aproximaram da vítima alegando que a carretinha que ele puxava estava com problema. Nego Dino reduziu a velocidade e acabou sendo alvejado.

No processo, Lucas foi apontado como piloto da moto no atentado e após julgamento pegou 16 anos e três meses de reclusão cuja pena ele já vem cumprindo. O advogado de Lucas, Vinicius Ribeiro, discorda do resultado e disse que vai recorrer. “Meu cliente nega o crime e afirma que estava em Goiânia com o tio no dia do ocorrido”, frisou Ribeiro.  

Vinicius lembrou que no dia dos fatos, os três sobreviventes não tinham reconhecido os autores dos disparos. Mas no transcurso do processo, a polícia conseguiu imagens de uma moto todavia sem condição identifica-la muito menos ocupantes. “Só que dias depois, apareceram com uma foto do suspeito que no caso é o meu cliente”, observou.

O advogado ressaltou que fará o recurso baseado na lei brasileira onde se pede que uma pessoa seja condenada quando se tem 100% de certeza para condená-la. No entanto, os jurados entenderam diferente e condenaram Lucas. Já a outra acusação de tentativa de homicídio contra Maria de Jesus foi desclassificada para lesão corporal e por essa situação ele pegou mais quatro meses de reclusão.

Lucas responde a um processo na cidade de Brasnorte-MT onde esteve segundo a denúncia na companhia de um policial que adentrou um bar ou boate efetuou vários disparos contra quatro pessoas.


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