19/03/2019 às 14h44min - Atualizada em 19/03/2019 às 14h44min

Ex-policial é condenado a 14 anos por assassinato de ex-namorada no Vale do Araguaia

ARAGUAIA NOTÍCIA
O ex-policial militar do estado de Goiás, Jorge Mota, foi condenado a 14 anos e três meses pelo assassinato da ex-namorada Nayane Carvalho Machado com três tiros. O crime aconteceu em julho de 2013 e o julgamento foi realizado na sexta-feira (15/3) no plenário do Fórum de Aragarças.

Os jurados após ouvirem acusação e defesa entenderam que o ex-policial cometeu o crime sem chance de defesa da vítima e o condenaram por 14 anos e três meses, como ele já cumpriu mais de cinco anos, em breve, Jorge deve ganhar o direito a progressão de pena para o semi-aberto. Ele não está mais na corporação.

A dona Veridiana, mãe de Nayane, que pediu a presença de parentes e amigos para acompanharem o julgamento, agradeceu as pessoas que foram até o Fórum de Aragarças e lamentou o resultado do julgamento. “Como ele já cumpriu 5 anos e 6 meses logo estará solto e nós continuaremos presos na saudade da minha filha que não volta mais”, frisou.

O crime aconteceu no dia 20 de julho de 2013 na rua 2 no fundo do Supermercado MegaFruti na cidade de Aragarças-GO na divisa com Mato Grosso.

Nayane estava na companhia da colega, Denise, filha do vereador Dulcindo Duda. As duas estavam numa moto quando foram abordadas por Jorge que estava em outra motocicleta e se aproximou efetuando os disparos a queima-roupa. Os tiros foram na altura do abdômen um deles acertou o coração da jovem.

A garota chegou a ser levada ao Pronto Socorro, mas já chegou sem vida. A família relatou que desde que houve o fim do namoro, Jorge passou a ameaçar a ex-namorada constantemente inclusive foram registradas três ocorrências nesse sentido.

Para preservar a segurança da filha, dona Veridiana decidiu enviar a filha para morar em Brasília. Porém no dia do crime, Nayane retornou a cidade de Aragarças para acompanhar o festival de praia e quando estava passeando de moto com amiga foi surpreendida pelos disparos.

Jorge foi preso sete dias depois do crime e foi encaminhado para um quartel em Goiânia e posteriormente foi afastado da corporação. Na época, ele alegou que estaria passando por problemas psiquiátricos após o fim do namoro com Nayane.


 
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