19/07/2013 às 11h28min - Atualizada em 19/07/2013 às 11h28min

Pastor é condenado após abusar sexualmente de filha e enteada

Agência da Notícia
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O pastor da Igreja Pentecostal SOS-Socorro de Jesus, localizada no município de Cáceres, 237 km de Cuiabá, foi condenado a 32 anos de prisão após ser acusado de abusar sexualmente de sua filha e uma enteada, ambas de 12 anos. Antonio Benevides da Silva, 45 anos, abusava das meninas dentro da própria casa da família.

Antonio foi preso no início do ano após ser denunciado pela filha. A menina confidenciou à irmã mais velha, de 24 anos, sobre os abusos e disse que estava sendo abusada desde os 8 anos. Segundo ela, o pai a obrigava a manter relações sexuais com ele. Após a revelação, a irmã mais velha procurou a Polícia e denunciou o caso, na ocasião a enteada também confirmou os abusos.

Segundo a denúncia do Ministério Público, as vítimas estavam sob a guarda do pai, pois a mãe é usuária de drogas. Antonio era tido pelos vizinhos como sendo um ‘homem de Deus’. No trecho da sentença, a juíza Graciane Pauline Mazeto Correa da Costa, da 2ª Vara Criminal de Cáceres, destacou que “as vítimas conseguiram expressar, por gestos, comportamentos e palavras, que de fato foram abusadas sexualmente pelo denunciado”.

A mudança no comportamento das meninas foi observado por familiares, segundo a denúncia a avó e o pai da enteada afirmaram que a menina estava retraída e que chorava muito. “Ao serem inquiridos em juízo, a avó e o pai da enteada do réu afirmaram que desconfiavam que algo errado estava acontecendo, pois a vítima chorava muito, não se enturmava com crianças de sua idade e já não queria mais sair de casa”, diz um trecho da sentença.

Durante as investigações, Antonio tentou negar as acusações, afirmando que as vítimas foram induzidas por outra filha que queria ocupar o seu lugar na igreja. “A acusação é falsa. Eu tenho uma igreja, sou bem abençoado e sucedido na sociedade, e ela cresceu os olhos em cima da Igreja. Como eu disse que não ia entregar, ela afirmou que eu entregaria por bem ou por mal. Poucos dias depois saiu essa conversa”, afirmou ou réu, em depoimento.


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