18/07/2013 às 11h42min - Atualizada em 18/07/2013 às 11h42min

Mãe diz que filho foi assassinado por policiais e PM contesta versão

Olhar Direto
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Mais um mistério para ser apurado na cidade de Aragarças-GO, divisa com Mato Grosso, onde um jovem de 20 anos foi encontrado morto com três tiros com aspectos de execução e desova do corpo.

A dona-de-casa Maria do Socorro Ferreira Feitosa, durante entrevista a imprensa de Barra do Garças disse que o filho dela Renato Ferreira dos Santos foi assassinado supostamente por policiais e que existe um garoto que testemunhou o momento que Renato teria sido levado por uma viatura da PM de cor preta.

Ela disse que um dia antes do crime o filho chegou em casa dizendo havia sido abordado por dois policiais por volta das 19 horas de segunda-feira (15) próximo a um bar e inclusive citando os nomes policiais. Depois por volta de 1 hora da manhã de terça-feira (16), Renato voltou a sair de casa para comprar um litro de pinga e que um jovem viu o instante que a vítima foi abordada por uma viatura de cor preta e policiais fardados de preto.

Porém, a dona-de-casa explica que o garoto, que testemunhou o momento que Renato foi levado, está com medo de falar porque também já foi ameaçado por policiais. “Eu não tiro a razão dele de falar e contar a verdade”, disse Maria do Socorro.

A dona-de-casa procurou o comando da PM na manhã de terça-feira para saber informações do filho que estava desaparecido e por volta do meio-dia recebeu a notícia de que Renato foi encontrado morto na BR 158 km 18 entre Aragarças e Bom Jardim de Goiás. “Meu filho era dependente químico e não estava aprontando ultimamente inclusive estava trabalhando. Alguns policiais tinham raiva dele porque quando ele era menor aprontava muito”, dia a mãe.

O comandante da PM no município goiano, major Albernaz, contesta a versão apresentada pela mãe e diz que algumas informações não estão batendo. “A mãe quando me procurou dizendo que o filho foi pego por uma viatura preta. A viatura do GPT está fora das ruas já alguns dias”, frisou.

O major diz no horário da primeira abordagem, 19 horas, os policiais que a dona-de-casa suspeita não estavam de serviço e que começaram a trabalhar por volta das 19h30 e quando pegaram o Renato, os policiais em questão, estavam no hospital prestando apoio para uma pessoa ser atendida. Albernaz ressaltou que os policiais mencionados pela mãe estão suspensos até que o caso seja esclarecido. “Esse caso será apurado pela Polícia Civil e eu não estou aqui protegendo meus policiais estou simplesmente narrando os fatos, mas se tiver algo diferente certamente será apurado”, completou.

A família chamou a imprensa durante o velório e ainda mostrou que Renato está com um dedo quebrado e marcas supostamente causadas por choque junto às mãos.

A delegada Azuen Albarello ainda não se manifestou sobre as investigações, pois aguarda a conclusão do laudo sobre a morte de Renato. A promotora Vânia Marçal, que já foi procurada pela família do jovem assassinado, encontra-se viajando.  


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