31/12/2018 às 12h33min - Atualizada em 31/12/2018 às 12h33min

Polícia investiga apoio da família a suspeito de sequestrar ex-mulher e matar o namorado dela em MT

Vítima contou que ao chegar em Pontes e Lacerda, a família do suspeito já estava esperando por eles com orientações do que cada um deveria fazer.

G1 MT
Araguaia Notícia
A delegada Jannira Laranjeira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse, no domingo (30), que está investigando se José Antônio de Assis, suspeito de sequestrar a ex-mulher dele, Larícia Melhorança Reyes, de 36 anos, e atirar no namorado dela, no sábado (29), em Cuiabá, tenha recebido apoio de familiares para fuga.

A delegada disse ainda que, em princípio, as informações seriam de que ele tivesse alugado o carro preto, usado na ação, também para fugir do país, com destino ao Paraguai. Porém, segundo ela, o suspeito teria mudado de rumo e voltou para a região onde a família dele mora, em Pontes e Lacerda, a 483 km da capital.

"Ele retornou para região de onde ele veio e a suspeita é que uma irmã dele que mora em Rondônia, que faz divisa com Pontes e Lacerda, possa ter dado apoio para que o suspeito fugisse", comentou.

Larícia contou, no domingo, após ter sido libertada, que quando chegaram em Pontes e Lacerda, um amigo de José Antônio que mora em Cuiabá, teria ligado para ele avisando que a polícia já estava fazendo barreiras na fronteira com a Bolívia e que ele seria pego, caso passasse pelos postos policiais.

A vítima contou ainda que ao receber essa informação, o suspeito teria ligado para irmã dele, pedindo que ela fosse ao encontro deles para resgatá-lo e dar cobertura na fuga.

"Quando chegamos lá, ele ligou para irmã dele e pediu que ela fosse nos encontrar próximo ao parque de exposição, mas quando ele soube que a polícia estava atrás dele, disse: 'vou ter que mudar minha rota'", contou.

Larícia relatou ainda que José Antônio teria ligado para a mãe dele, que mora em Vilhena (Rondônia), para que ela fosse até Pontes e Lacerda e levasse o filho, de 4 anos, fruto do relacionamento com a vítima.

Ainda segundo ela, quando encontraram a irmã, o suspeito teria pedido para que ela o levasse para um fazenda onde pudesse ficar escondido até que pudesse atravessar a fronteira com a Bolívia, onde um tia daria suporte a ele e ao filho.

"Ele disse para irmã que o levasse no carro dela, pois ele não poderia ficar com carro em que estávamos, porque tinha rastreador. Então, ele me deixou com uma sobrinha dela e foi embora com a irmã e o cunhado", afirmou Larícia.

A vítima disse que pedia para que a sobrinha a soltasse, mas a jovem dizia que não podia, que precisa receber orientações sobre o que fazer.

"Ela dizia: 'eu não posso, tenho que esperar, porque eu não sei o que tenho que fazer'", lembrou.

Larícia relembrou que, ainda dentro do carro usado para o sequestro, foi levada para a casa de um irmão de José Antônio. O homem já estaria esperando por ela.

"Aí, ele entrou no carro e dirigiu por uma estrada de terra, quando chegou em uma bifurcação próximo à rodovia, ele me mandou descer, dizendo que dali eu poderia correr, que ele também iria embora e abandonaria o carro", contou.

Segundo ela, a partir desse momento, ela correu até a BR-070 e pediu socorro. Recebeu ajuda de dois rapazes que a levaram até um posto da Polícia Federal, que a encaminhou para a Polícia Civil.
Notícias Relacionadas »
Comentários »

Com UTIs lotadas, Barra do Garças deve ou não aderir lockdown? 3 pacientes aguardam vagas

74.9%
23.7%
1.3%