11/07/2011 às 22h06min - Atualizada em 11/07/2011 às 22h06min

Sumiço de John Lennon completa dois anos sem solução

Olhar Direto
Reprodução

O sumiço de um garoto excepcional de 6 anos de idade, em Barra do Garças, está completando dois anos e se tornou um dos grandes desafios da polícia em Mato Grosso. Passados dois anos, ninguém sabe ao certo o que aconteceu com menino autista John Lennon de Oliveira, que estava sob os cuidados da casa de apoio Crisálida da prefeitura de Barra do Garças e na manhã de 9 de julho de 2009 desapareceu sem deixar nenhum vestígio.

Na época, policiais e bombeiros fizeram várias operações a procura de John Lennon no bairro onde funciona a casa de apoio e em cidades da região, mas sem sucesso. Várias hipóteses foram levantadas de que o menino teria sido seqüestrado ou raptado por alguém interessado em adoção ou até mesmo tráfico de órgãos humanos. Porém nada se confirmou. Nenhuma pista foi deixada.

As monitoras contam que ele tomou café da manhã e foi brincar com os coleguinhas. Na hora do almoço, quando reuniram as demais crianças já não viram mais John Lennon. O desaparecimento ocorreu num espaço de três horas. Alguém entrou na casa e pegou o menino ou ele escapou e alguém conseguiu pegá-lo fora da casa. No bairro Recanto das Acácias, ninguém viu nada e nos fundos da Crisálida nada foi encontrado.

O delegado regional Pedro Marcos Manzan admite que o caso se tornou um desafio para polícia. “Nós nunca paramos de acompanhar esse caso. O delegado Adilson Gonçalves tem trabalhado nesse caso, porém a dificuldade é obter informações realmente de quem viu ou saiba de alguma coisa que possa explicar o sumiço do menino”, explica Manzan.

Em virtude do desaparecimento de John Lennon, o Ministério Público Estadual (MPE) determinou que a prefeitura construísse muros e portões mais altos para evitar fugas ou invasões na instituição. Anteriormente a Crisálida era muito desprotegida apenas com muro de telas com vários buracos e com acesso para uma mata onde tem um córrego.

A mãe de John Lennon, Elis Regina de Oliveira, 26 anos, que trabalha entregando jornais pela cidade, não se conforma com o sumiço do filho e cobra providências. Ela reclama que devido ao fato ter acontecido dentro da casa de apoio da prefeitura não consegue advogado para entrar com uma ação na Justiça contra o Estado.

Elis entende que o Estado lhe deve explicações porque lhe tirou a guarda do menino colocando-o num abrigo da prefeitura. Por telefone, a entregadora de jornal informou nesta quinta-feira (8) que está em Cuiabá à procura de ajuda de autoridades para acompanhar o seu caso. Segundo ela, vai voltar somente dia 25 de julho.

Elis perdeu a guarda do filho porque estava deixando o menino trancado dentro de casa para trabalhar e que um dia houve um incêndio que quase atingiu a sua casa. O juiz determinou o recolhimento de John Lennon ao abrigo da prefeitura.

Em 2009, houve uma pista de que o ex-companheiro de Elis, um rapaz de aproximadamente 28 anos teria pegado o menino e levado embora consigo. O delegado Adilson Gonçalves esteve em Ribeirão Cascalheira a procura desta rapaz, mas não consegui localiza-lo e até hoje persiste o mistério do que realmente aconteceu com John Lennon.
 


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