17/12/2018 às 11h43min - Atualizada em 17/12/2018 às 11h43min

'Nasci para voar', diz piloto que sobreviveu a queda de avião e bebeu até urina durante 4 dias em mata em MT

John Cleiton Venera e Marcelo Balestrin saíram de Rondônia com destino a Santo Antônio do Leverger (MT). Eles passaram quatro dias na Serra do Mangaval até serem encontrados pela FAB.

G1 MT
Araguaia Notícia
Os pilotos John Cleiton Venera e Marcelo Balestrin que sobreviveram após uma queda de avião na Serra do Mangaval, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, concederam uma entrevista exclusiva ao Fantástico neste domingo (16) e afirmaram que devem continuar voando.

“Piloto tem que voar e eu nasci para voar”, declarou John à reportagem ao ser questionado se pretende continuar na profissão.

O acidente foi registrado no dia 30 de novembro. Por causa do mau tempo, os dois pilotos só foram resgatados no dia 4 de dezembro.

John e Marcelo chegaram a beber urina durante os quatro dias que ficaram na mata até serem resgatados pelos militares do Esquadrão Pelicano da Força Aérea Brasileira (FAB).

Juntos os dois saíram de Pimenta Bueno (RO) e iriam para Santo Antônio do Leverger, a 35 km de Cuiabá. A aeronave era pilotada por John.Eles levariam a aeronave para ser vistoriado para a renovação da licença.

Chovia no momento do acidente.

"Estávamos por cima da camada, quando tentamo furar a camada, já colidimos. Depois só vimos mato e o topo da montanha”, contou Marcelo, relembrando que tentou assumir o controle do avião. “Tentei assumir a direção e puxar o avião para dar uma segurada, mas só escutei o barulho”, completou.

Feridos, os dois usaram técnicas de sobrevivência. John quebrou a perna e improvisou uma tala com materiais que encontrou ao redor da aeronave. Marcelo teve uma fratura na região do braço e também improvisou uma tala.

Os dois pilotos tomaram água que tinham a bordo e conseguiram juntar água da chuva para se hidratarem, mas os recipientes secaram. Os dois chegaram a beber a própria urina para não morrer de sede.

John e Marcelo tentaram encaminhar mensagem para os familiares avisando sobre o acidente e apontando as coordenadas para o resgate. Os torpedos, entretanto, não foram enviados por falta de sinal.

Eles ainda tentaram fazer chamadas de emergência, mas não conseguiram. “Deus tinha colocado uma certeza que na minha cabeça de que não era nossa hora”, afirmou John.
 
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