08/06/2013 às 17h08min - Atualizada em 08/06/2013 às 17h08min

Cadáver é colocado debaixo de árvore por falta de geladeira em IML na divisa de MT

Olhar Direto
Olhar Direto

O cádaver de Clayton Torres Silva, 35 anos, encontrado boiando no rio Araguaia, divisa de Mato Grosso e Goiás, ficou até por volta das 15 horas de sexta-feira (7) debaixo de um pé da manga no fundo do Instituto Médico Legal (IML) de Aragarças-GO aguardando a conclusão do procedimento de perícia e identificação para ser sepultado. Porém o mau cheiro chamou atenção dos vizinhos do IML que reclamaram deste fato, do corpo ficar ao ar livre.

Os funcionários do IML alegam que o instituto não tem uma geladeira parar pôr os corpos e por isso tiveram que tomar essa atitude. Uma escola perto que está tendo festa junina reclamou do mau cheiro. O desrespeito com relação a esse cadáver começou por volta das 13 horas de quinta-feira (6) quando ele foi encontrado pelos bombeiros e o IML de Mato Grosso se recusou a pegar o corpo alegando que ele estaria do lado goiano do rio, portanto na jurisdição de outro.

Os bombeiros tiveram que aguardar mais seis horas para chegar a equipe do IML de Goiás e só por volta das 20 horas é que o corpo foi retirado do rio.

Clayton estava só de cueca e com duas perfurações no tórax que ainda serão investigadas se foi algum homicídio ou se pode ser de ação dos peixes pelo tempo que o corpo estava na água. A delegada Azuen Albarello informou que o corpo foi identificado pela mãe, a dona-de-casa Arnilza Ferreira Torres.

Ela informou que o filho saiu da cadeia de Barra sexta-feira da semana passada e sumiu de casa na segunda-feira (3) bastante preocupado com algo que ele não informou a familia.

Sobre a demora para retirar o corpo do rio causou surpresa, pois Mato Grosso e Goiás firmaram convênio de cooperação mutua para atuação na segurança pública, mas pelo jeito esse convênio não está funcionando. 


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