29/08/2018 às 17h27min - Atualizada em 29/08/2018 às 17h27min

Preso morto a caminho da PCE pode ter sido espancado, diz laudo

Midia News
O laudo pericial preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que o cuiabano Luciano Anatalino Nascimento, de 55 anos, que morreu a caminho da prisão após ser acusado de assédio sexual contra uma menor, pode ter sido morto por espancamento.

Na ocasião, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) informou que ele morreu "após sofrer um mal súbito".

O caso aconteceu em julho deste ano. A mãe da vítima disse à Polícia que teria um vídeo em que Luciano foi flagrado mostrando o pênis para a menina de 12 anos e ele foi preso.

Na época, a Sejudh divulgou que o homem passou por audiência de custódia no Fórum da Capital e, já dentro da viatura, passou mal assim que chegou à Penitenciária Central do Estado (PCE), no Bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

O documento da Politec, ao qual o MidiaNews teve acesso, relata que Luciano teve duas fraturas na costela e diversos hematomas pelo corpo, ocasionados pouco antes de sua morte.

“O exame necroscópico apresentou diversas lesões externas recentes e no exame interno foi achada fratura do 8º e 9º arcos costais com hematomas adjacentes, porém estas lesões são insuficientes para esclarecer a causa da morte. Não foram encontradas outras lesões ou alterações que explicassem a causa mortis. Entretanto, é possível afirmar que as lesões descritas foram provocadas por ação de instrumento contundente, o que corrobora para o histórico que a vítima tenha sofrido agressão”, diz trecho do laudo.

Apesar do resultado da necropsia, a Politec ressaltou que não há como apontar a causa da morte e que fragmentos de órgãos do homem foram coletados para realização de exame histopatológico [biópsia], que deve auxiliar na conclusão dos fatos.

Relembre o caso

Consta no boletim de ocorrência, elaborado pela Polícia Militar, que a adolescente disse aos policias que Luciano, por diversas vezes, ia até a porta da escola onde ela estuda.

Ele foi encontrado pelos policiais no dia da denúncia e encaminhado à Central de Flagrantes. Após ser ouvido pelo delegado de plantão, ele foi enviado para audiência de custódia.

Um dia depois a audiência no Fórum, ficou decidido que ele seria encaminhado para um presídio, quando ocorreu a sua morte.

Os agentes penitenciários afirmam que, ao perceberem a situação, acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ele chegou a ser encaminhado para o Pronto Socorro de Cuiabá, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo.
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