22/08/2018 às 22h40min - Atualizada em 22/08/2018 às 22h40min

Pais de Erika retornam ao Paraguai em busca de justiça; amigos realizam vigília em Pontal do Araguaia na quinta-feira

Haverá também uma manifestação no Paraguai liderada por estudantes brasileiros que estão com medo da violência em Pedro Juan Caballero. O principal suspeito do crime está preso, porém ficou em silêncio não quis admitir o crime. Veja vídeos de sua prisão e detalhes das homenagens para Erika nesta quinta-feira

Ronaldo Couto / Campo Grande News / Água Boa News
Araguaia Notícia


Os pais da universitária brasileira, Erika Corte, 29 anos, assassinada no Paraguai retornam na quinta-feira (23/8) a Pedro Juan Caballero onde vão participar da manifestação de universitários brasileiros pedindo justiça pela morte da estudante e o fim da violência na fronteira.

O ex-prefeito de Pontal do Araguaia, Raniel Corte, seguiu para o Paraguai acompanhado da ex-esposa, Marleide, com intenção e participar da manifestação e depois se reunirem com autoridades do Ministério Público e da Justiça do Paraguai.

A manifestação em Pedro Juan Caballero está prevista para começar às 17 horas saindo das faculdades sentido a sede da Justiça. E já no município de Pontal do Araguaia onde morava Erika morava, amigos e familiares vão realizar a partir das 20 horas de quinta-feira uma vigília pela paz e in memória da estudante. Familiares vão participar do evento.

Foram confeccionadas camisetas para os participantes. E foram convidados grupos de jovens de várias igrejas e universidades para participarem da vigília. Outro foi convidado foi o padre Cândido que é amigo da família e conhecia Erika desde criança.

A estudante brasileira estava no segundo ano de medicina. Era formada em enfermagem com mestrado em saúde pública. Ela estava em casa quando foi atacada por um homem cujo principal suspeito foi preso na madrugada de quarta-feira (23/8).
 
Suspeito em silêncio 
 

O principal suspeito do crime, o eletricista paraguaio Cristopher Andrés Romero Irala, 27, está preso e preferiu ficar em silencio neste primeiro contato com a polícia e a imprensa. Todavia, o Ministério Público não tem dúvidas de que foi o autor do crime. Na casa do pai do eletricista, a polícia encontrou roupas sujas de sangue que são do Cristopher e que foram encaminhadas para perícia para verificar se é o sangue de Erika.
 
Cristopher disse que fugiu para Concepcion porque ficou com medo. Numa filmagem apresentada pela polícia ele aparece comprando sorvete e depois retornou para casa onde Erika foi assassinada.
 
O suspeito foi preso por volta de 4h20 da madrugada de hoje (22) em Concepción, a 215 km da fronteira com Mato Grosso do Sul, e trazido para Pedro Juan Caballero, cidade onde Erika morava para estudar medicina.
 
Com o rosto coberto, Cristopher não foi apresentado aos jornalistas, mas não quis responder a nenhuma das perguntas sobre o crime, como mostra o vídeo abaixo. Policiais paraguaios afirmam que ele também se manteve em silêncio ao ser interrogado sobre o crime.

O suspeito só respondeu ao ser questionado sobre o motivo de ter sido visto nos arredores da casa onde a brasileira foi morta. Disse que fazia serviços de eletricista nas redondezas.

Cristopher chegou a ser gravado comprando sorvete de chocolate em uma sorveteria perto do local do crime. Um pote de sorvete do mesmo sabor e marca foi encontrado na casa de Erika Corte.

“Cristopher ficou em silêncio. Evidências foram apreendidas e serão submetidas à perícia”, disse nesta manhã ao Campo Grande News o promotor Gabriel Segovia, que conduz as investigações. Na noite de ontem (21), policiais paraguaios fizeram buscas na casa do rapaz em Pedro Juan Caballero e encontraram roupas femininas.

Cristopher foi preso na casa do irmão. Ele estava com um boné verde, igual ao usado pelo homem que aparece na gravação da câmera de segurança da sorveteria. O suspeito também estava com um Corsa prata, visto circulando perto do local do crime.
 
Outro crime – Em 2012, Cristopher foi acusado de um crime semelhante em Pedro Juan Caballero. No dia 14 de agosto de 2012, na época com 21 anos, foi apontado como suspeito pelo assassinato da estudante universitária paraguaia Daisy Patrícia Benítez Gómez, 26, estrangulada, torturada e morta a golpes de punhal.

O rapaz ficou um tempo foragido, depois de apresentou e chegou a ser preso pelo assassinato, mas por falta de provas acabou sendo liberado. Além de desferir várias punhaladas na vítima, o assassino tentou queimar o corpo.

Mato-grossense de Pontal do Araguaia, Erika cursava o segundo ano de medicina em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Ela foi morta na madrugada de segunda, na casa onde morava com outra estudante brasileira. O corpo foi enterrado ontem na cidade mato-grossense, onde o pai de Erika já foi prefeito.

Vídeos 

Imagens de segurança de um comércio mostram o eletricista paraguaio Cristopher Andrés Romero Irala, 27, suspeito de matar a estudante mato-grossense Érika Lima de Corte, 29, comprando um pote de sorvete na noite de domingo (19), por volta das 20h. O mesmo pote foi encontrado em uma mesa na cozinha da casa da vítima. 

 
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