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22/08/2018 às 07h19min - Atualizada em 22/08/2018 às 07h19min

Ex-presidente Ager é condenado a 3 anos de prisão por sonegação tributária

A denúncia do MPF baseou-se em investigação da Receita Federal, que identificou a responsabilidade de Moura e, em 2015, calculou e consolidou a dívida milionária.

Midia News
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O empresário Eduardo Alves de Moura foi condenado pela Justiça Federal de São Paulo a três anos de prisão por sonegações fiscais que geraram uma dívida superior a R$ 45 milhões. 

Até abril, ele era presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) e já havia ocupado outros cargos na gestão do governador Pedro Taques (PSDB).

Moura havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal. A 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo converteu a pena de reclusão em prestação de serviços comunitários e pagamento de 50 salários mínimos.
Moura é sócio-administrador da Iramaia Agropecuária, empresa sediada na capital paulista que deixou de pagar diversos tributos em 2005 a partir de movimentações financeiras irregulares e omissões nos registros contábeis.

Denúncia

A denúncia do MPF baseou-se em investigação da Receita Federal, que identificou a responsabilidade de Moura e, em 2015, calculou e consolidou a dívida milionária.

O montante envolve valores sonegados de Imposto de Renda (IRPJ), Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS), além de multas.

Segundo o MPF, grande parte dos impostos suprimidos teve origem em uma operação simulada entre a Iramaia e a Kameron Investiments, firma registrada nas Bahamas que também é controlada por Moura.

De acordo com a denúncia, um contrato de empréstimo entre as duas companhias foi forjado em 2001 para camuflar a negociação de um grande volume de ações que pertenciam ao empresário.

A transação teria viabilizado a sonegação dos tributos que incidiriam sobre a venda dos papéis na Bolsa de Valores de São Paulo, realizada em 2005 pela empresa paulista.

A contabilidade da Iramaia, naquele ano, apresenta informações irregulares sobre as operações e não traz registros de lucros, juros ou dividendos obtidos.

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