20/08/2018 às 14h43min - Atualizada em 20/08/2018 às 14h43min

Corpo de estudante assassinada no Paraguai deve chegar na terça em MT; crime continua sem explicação

Ronaldo Couto
Araguaia Notícia
A notícia de que havia alguém preso foi desmentida pela polícia paraguaia
No início da noite de segunda-feira (20/8), a família informou que está preparando os últimos detalhes para trazer o corpo da estudante de medicina, Erika de Lima Corte, 29 anos, para cidade de Pontal do Araguaia em Mato Grosso. Ela foi encontrada morta na madrugada de segunda-feira (20/8) no apartamento que morava em Pedro Juan Caballero.

Segundo informações da família, ainda não foi preso nenhum envolvido neste assassinato e que a polícia do Paraguai está investigando o caso com apoio do Ministério Público. Erika recebeu duas facadas no tórax e um no pescoço e foi arrastada da cozinha para o quarto;

Ela estava de calça preta mas sem blusa e a polícia acredita que o assassino tentou estupra-la. Dezesseis pequenas perfurações foram observadas no corpo da estudante que pode ter sido torturada. Quem está no Paraguai acompanhando essa situação triste, é o pai da estudante, ex-prefeito de Pontal do Araguaia, Raniel Corte.  

O corpo de Erika foi velado no Paraguai onde recebeu homenagem de amigos e deve ser transferido na terça-feira para o Pontal do Araguaia onde será velado pela família e amigos na Câmara Municipal. Erika era enfermeira formada e tinha mestrado em Saúde Pública e há dois anos cursava medicina no Paraguai. Um sonho que ela tinha de continuar crescendo cada vez mais na área da saúde.

LUTO 

O prefeito de Pontal do Araguaia, Gerson Rosa, lamentou através de nota a morte da estudante e decretou luto por três dias na cidade.

"Neste momento de dor e consternação, apenas a nós para pedir a Deus para iluminá-lo e dar-lhe a paz, e que Deus possa dar conforto para a sua família para que eles possam enfrentar essa dor incomensurável com serenidade", diz a passagem da declaração.

Ministério Público Paraguaio 

A imprensa de Ponta Porã divulgou que a investigação está sendo acompanhada pelo Ministério Público que apura o fao que a estudante de Mato Grosso teria encontrado com dois homens na noite de domingo, um por volta das 20 h, e outro, das 22h30.

Agora, as autoridades policiais apuram se algum deles teria entrado na casa de Erika. Segundo o promotor, Gabriel Segovia, a jovem estava solteira, não tinha um relacionamento, mas segundo a investigação, conhecia ambos rapazes. O promotor disse ainda que não é possível afirmar se Erika estava envolvida com algum dos suspeitos atualmente.

No país vizinho, quem conduz as investigações é o Ministério Público. Caso o autor seja identificado, é o próprio órgão que oferece denúncia à justiça. Até o momento não há informações sobre os suspeitos, mas o MP solicitou à universidade os nomes dos alunos matriculados no curso de medicina, do primeiro ao terceiro ano.

De acordo com o promotor, a lei do feminicídio foi aprovada parcialmente no Paraguai em dezembro de 2017, e integralmente há poucos meses. O assassinato de Erika, por enquanto, está sendo tratado como homicídio doloso, porque a própria lei estabelece uma série de requisitos para que o crime configure feminicídio, como tempo de convivência e grau de relacionamento.
Notícias Relacionadas »
Comentários »