01/08/2018 às 20h27min - Atualizada em 01/08/2018 às 20h27min

Acusados de ataques a ônibus e servidores da segurança em Barra do Garças e outras cidades de MT são condenados

G1 MT
Araguaia Notícia
O juiz Marcos Faleiros da Silva, da Sétima Vara Criminal, condenou dois homens acusados de participarem dos incêndios a ônibus e ataques contra a segurança pública ocorridos em junho de 2016 nas cidades de Barra do Garças, Cuiabá, Várzea Grande e Primavera do Leste.

A decisão é do dia 13 de julho. Os dois acusados eram detentos de unidades prisionais na época dos fatos e teriam ordenado os ataques de dentro das cadeias. Em Barra do Garças, houve um ataque no socioeducativo onde incendiaram um veículo e disparos em frente a delegacia da 1ª DP e Especializada da Mulher. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), eles são acusados de participarem da onde de ataques comandada por uma organização criminosa em Mato Grosso.

Naquela ocasião, ônibus do transporte público na região metropolitana foram incendiados. Além disso, casas de agentes da segurança pública e viaturas foram alvos de tiros e incêndios. Poucos dias depois, 10 pessoas foram presas apontadas como responsáveis pelos ataques.

A onda de ataques ocorreu em razão da suspensão das visitas aos presos decorrentes da greve dos agentes penitenciários.

André Matheus Silva Souza, de 21 anos, que está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto por organização criminosa, mas vai cumprir medidas cautelares e será monitorado por tornozeleira eletrônica.

Já Evandro Luz de Santana, de 34 anos, preso na Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, a 736 km de Cuiabá, foi condenado pelo crime de organização criminosa e deve cumprir seis anos de prisão em regime fechado.

Para o MPE, ficou comprovado, após apreensão de celulares, que tanto Matheus quanto Evandro fazem parte da organização criminosa.

O G1 não localizou os advogados dos acusados. No entanto, em um primeiro momento, durante o processo, Evandro negou ter participado dos ataques. Porém, confessou posteriormente ter participação. Já André negou ter envolvimento no caso.
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