01/05/2013 às 11h12min - Atualizada em 01/05/2013 às 11h12min

Briga entre delegados no interior de Mato Grosso vai parar no GAECO

Olhar Direto
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O delegado Heródoto Fontenelle reclamou que está sendo afastado da delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças por perseguição do delegado regional Pedro Marcos Manzan. Os dois delegados já tiveram um desentendimento pelo mesmo motivo em 2010 quando Fontenelle recorreu a Justiça para não ser transferido de Barra para outra cidade.

Fontenelle explica que a perseguição teve início quando ele procurou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual (MPE) para denunciar um suposto esquema de tráfico de influência praticado pelo bacharel em direito Jorge Humberto Nogueira Reis nas delegacias de Barra do Garças cuja situação não estava sendo combatida pelo delegado regional. Além de denunciar, Fontenelle lembra que fez um procedimento contra Jorge fato este que teria desagradado Manzan.

“Ele pode até me tirar da Derf, mas ele não pode me tirar da cidade porque eu tenho uma liminar ao meu favor” relembra. Quando surgiu a possibilidade de transferência em 2010, o delegado da Derf recorreu a Justiça para se manter no cargo alegando que esposa trabalha num serviço público que não poderia acompanhá-lo numa transferência e conseguiu uma liminar para permanecer na cidade. Recentemente em julgamento de mérito a liminar foi mantida.

Fontenelle acrescenta que denunciou Jorge porque o bacharel estaria passando das medidas entrando nas delegacias e manuseando inquéritos policiais e conversando com policiais na tentativa de obter informações em prol dos clientes. "Como eu denunciei essa situação passei a ser perseguido pelo regional”, frisou Fontenelle.

Manzan negou o tráfico de influência dentro das delegacias e desafiou o titular da Derf provar isso se algum delegado estaria levando vantagem com a presença de Jorge nas delegacias. Ele também disse que é contra a presença do bacharel de direito dentro das delegacias. Manzan confirmou a saída de Fontenelle, que segundo ele, faz parte de um plano de reestruturação das delegacias. "Nós estamos recebendo três novos delegados e teremos alguns remanejamentos mas tudo dentro da lei. Não existe perseguição a ninguém”, destacou o regional.

Citado na reportagem, Jorge também negou a prática tráfico de influencia por parte dele dentro da Polícia Civil de Barra. "Está na constituição que qualquer cidadão pode ter acesso a polícia e até mesmo nas investigações exceto aquelas que correm em segredo de justiça”, frisou. O bacharel argumenta que não tem nada a ver com a saída de Fontenelle da Derf e sobre sua atuação ele alega que tem uma procuração de um escritório de advocacia para acompanhar alguns procedimentos de clientes nas delegacias.

Manzan anunciou para quinta-feira (2) uma coletiva onde anunciará as mudanças nas delegacias. 


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