27/06/2011 às 23h04min - Atualizada em 27/06/2011 às 23h04min

Prefeito ignora pedido de concurso e mantém contratados

Olhar Direto
Reprodução

Mesmo com notificação explícita do Ministério Público Estadual (MPE) para que o projeto de recontratação não fosse votado, a bancada do prefeito de Barra do Garças, Wanderlei Farias (PR), aprovou a recontratação de 667 servidores temporários para prefeitura.

Usando o argumento que a não votação do projeto iria afetar o atendimento na saúde e na educação porque iria suspender os contratos de médicos, enfermeiros e professores, a bancada do prefeito formada por sete vereadores votou a matéria.

A recontratação vai contra a notificação assinada pelo promotor Wesley Sanches Lacerda que exigia a realização de concurso público por parte da prefeitura. Segundo o promotor, a prefeitura está descumprindo um termo de ajuste de conduta (TAC) de 2010, quando assumiu o compromisso de realizar concurso público o quanto antes. Na recomendação o promotor alertou para o risco de prefeito e vereadores responderem por crime de improbidade administrativa.

A vereadora e sobrinha do prefeito, Andréia Santos (PR), justificou que uma empresa já foi contratada para levantar o número de vagas com o objetivo de fazer o concurso. Todavia ela alega que se não houvesse a renovação dos contratos pararia o atendimento da saúde e da educação do município.

Já os efetivos da prefeitura que foram à Câmara de Vereadores na expectativa de conseguirem um aumento saíram decepcionados. Os servidores da saúde reclamam que o prefeito não está cumprindo o Plano de Carreira. Os funcionários da educação reivindicam a data-base (recomposição salarial) de 2010 e 2011 que foram ignoradas pela gestão de Farias.

O vereador Odorico Kiko (PT) explicou que a oposição e servidores municipais querem sentar com o prefeito para negociar a pauta já exposta e reclamou que chefe do Executivo nunca recebeu uma comissão ou sindicato para tratar sobre o assunto.

O petista lamentou a pressão que os servidores estão sofrendo inclusive de ameaças caso eles compareçam às sessões. “Estão tentando desarticular o movimento até mesmo ameaçando os funcionários. Democracia não se faz assim. Nós queremos ser pelo menos recebidos pelo prefeito”, frisou. 


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