03/07/2018 às 16h21min - Atualizada em 03/07/2018 às 16h21min

Criminoso é preso em Água Boa juntamente com chefões de facção que ordenavam ataques a agentes penitenciários

Foram identificados nove presos que ordenavam os crimes fora dos presídios

Assessoria / Midianews
Araguaia Notícia
As ordens de prisão foram cumpridas em Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Água Boa e Tangará da Serra. Os suspeitos são investigados em crimes de tentativa de homicídio qualificado (4 vezes) e organização criminosa.

Os alvos da operação são cinco mandantes apontados como lideranças de alto escalão de uma facção criminosa. Foram eles que ordenaram os ataques praticados por membros de menor escalão, que estão do lado de fora da cadeia.

Quatro dos líderes estão presos em estabelecimentos prisionais do Estado e serão notificados das ordens dentro das unidades. São eles: J.L.B. (Lobo), C.L.A. (Timpa), J.P.M. (G3) e G.A.R. (Tangará da Serra).

O quinto, P.C.S. (Petróleo), é um dos principais chefes da facção, que foi solto recentemente. Ele foi preso na cidade de Sorriso, na sexta-feira (29), depois que equipes do GCCO permaneceram em vigília por quatro dias. O suspeito foi transportado no sábado (30) para Cuiabá, em aeronave do CIOPaer e submetido a audiência de custódia, permanecendo preso em uma unidade prisional.

Os demais alvos são: B.D.S. (PCE), W.O.M., E.S.G. e T.O.B.

As investigações iniciaram em março deste ano, após tiros efetuados na noite do dia 22 de março contra a casa de um agente penitenciário no bairro Nova Conquista, em Cuiabá.

No dia seguinte, às 6h de 23 março, disparos foram feitos contra a sede do Sindicato dos Agentes Penitenciários. Novos disparos em duas casas de agentes ocorreram na madrugada do dia 24 de março, sendo um por volta de 01h30, na região de chácara do bairro Sucuri, Capital, e às 02h30 em uma residência no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande.

Os criminosos também são investigados pela possível participação na explosão de um pedaço do muro da Secretaria de Estado de Segurança Pública, ocorrido na madrugada do dia 18 de abril.

Imagens de explosivos, armas e mensagens encontradas em celulares apreendidos com os presos  durante revistas realizadas pelo Sistema Penitenciário nas celas, indicam que eles também planejaram e executaram a ação criminosa contra a Sesp.

Todos os celulares apreendidos nas revistas são encaminhados à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para análise de conteúdos, que são usados como elementos de prova na investigação.
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