11/06/2018 às 22h51min - Atualizada em 11/06/2018 às 22h51min

Procurador pede cautela no caso da bebê indígena 'enterrada viva' e MP investiga porque avó e bisavó da criança fizeram isso

O MP de Mato Grosso pediu ajuda de antropólogos para entender o que diz a etnia da recém-nascida que continua internada em Cuiabá

Assessoria / MPE MT
Araguaia Notícia
O Procurador Paulo Prado, que comanda o Ministério Público Estadual em Mato Grosso, falou pela primeira vez sobre o caso da bebê indígena que foi enterrada viva em Canarana e resgatada por policiais.

O procurador pediu cautela na exposição das versões e reforçou que o MP investiga o caso. “Não é possível afirmar com certeza o que aconteceu, existem duas versões para o caso e ainda não é possível afirmar se uma delas é verdadeira”, destacou Prado.

As versões citadas por ele foram descritas no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar em Canarana. A primeira versão foi apresentada pela avó da recém-nascida, ela disse que a bebê teria nascido morta e por isso enterrou no quintal conforme cultura da etnia dela. No entanto os policiais que atenderam o caso afirmam que tanto a avó como a bisavó da bebê teriam entrando em contradição nos depoimentos e por isso a suspeita de premeditação. As duas estão presas.

A mãe da bebê tem apenas 15 anos. “Essa mãe pode ser uma vitima também, e se for, ela também precisa ser protegida pelo estado”, comentou o procurador, reforçando que antropologos foram chamadas para uma pesquisa de campo na etnia descobrindo assim a cultura deles quanto a mães solteiras. Uma das versões investigadas pela polícia e o Ministério Público e que a avó não aceitou o fato do pai da bebê ter abandonado ela por outra Índia e por isso teria premeditado a morte da recém-nascida.

“Hoje nossa maior preocupação é manter o melhor tratamento possível para a recuperação da pequena indiazinha”, disse Paulo Prado. Com a recuperação dela o Ministério Público estudará o que poderá ser feito. Se a guarda ficará com a mãe, outro membro da etnia, mas não descartou a possibilidade de adoção.

Sobre o trabalho dos antropólogos o procurador concluiu que mesmo se tratando de um ritual matar bebês em algumas etnias a Constituição defende a vida acima de tudo.
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