06/06/2018 às 17h41min - Atualizada em 06/06/2018 às 17h41min

Bisavó é presa e diz que enterrou bebê viva porque imaginou que estivesse morta

Polícia estima que menina ficou enterrada em cova por 7 horas. Estado de saúde do bebê é estável e médicos aguardam resultados de diversos exames.

G1 MT
Araguaia Notícia


A bisavó da índia recém-nascida – que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família, na terça-feira (5/6), em Canarana, a 838 km de Cuiabá – foi presa pela Polícia Civil na quarta-feira (6). A menina sobreviveu e foi resgatada por policiais, que registraram o resgate em vídeo. 

A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por sete horas – entre as 14h e 20h de terça-feira em uma cova de 50 centímetros de profundidade. A menina está no Hospital Regional de Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

A bisavó, K.A, de 57 anos alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

A mãe da criança, de 15 anos, sentiu contrações e deu à luz no banheiro da casa. O bebê teria batido a cabeça no chão e não teve reação após o nascimento, segundo a família.

A mãe da adolescente e a mãe do bebê foram ouvidas na delegacia e liberadas. A adolescente está com um quadro de saúde debilitado e com hemorragia. A bisavó deve ser apresentada à Justiça em uma audiência de custódia entre esta quarta e quinta-feira (7).

A Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanha a situação com a família e a bisavó. Estado de saúde do bebê

A bebê indígena está sob os cuidados intensivos de uma pediatra desde que deu entrada no Hospital Regional de Água Boa, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

De acordo com a diretora do hospital, Salete Lauermann, o estado do bebê é estável e estão sendo aguardados os resultados de diversos exames que já foram realizados. A pediatra pediu ainda novos exames, dentre eles um de tomografia.

Resgate

A denúncia anônima feita à polícia na tarde de terça-feira dizia que o bebê havia morrido durante o parto e sido enterrado no quintal dessa casa. Com isso, os policiais foram até o local para saber o que tinha acontecido e retirar o corpo e levá-lo ao Instituto Médico Legal (IML).


 
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