28/05/2018 às 07h31min - Atualizada em 28/05/2018 às 07h31min

Cavalgada de Santo Antônio está ameaçada de não acontecer neste ano por exigência do Indea

A exigência de guias de inspeção para os animias pode inviabilizar a cavalgada. A festa do santo casamenteiro e padroeiro de Barra do Garças está completando 67 anos. E neste ano irá do dia 1 a 13/6.

Ronaldo Couto
Araguaia Notícia
A tradicional cavalgada que abre a Festa de Santo Antônio, padroeiro de Barra do Garças, pode não acontecer neste ano de 2018 em função das exigências do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) com relação à inspeção e pagamento de guias para transporte dos animais das propriedades para o perímetro urbano onde acontece o evento que anuncia a abertura da festa que neste ano completa 67 anos.

A cavalgada está prevista para ser realizada a partir das 8 horas da manhã de sexta-feira (1/6) saindo do bairro Santo Antônio em direção a Paroquia de Santo Antônio na praça da Matriz onde acontece a festa. Acontece que o Indea nos últimos anos, segundo os organizadores, está cada vez mais rigoroso com a tropa de animais que é utilizada na cavalgada por causa de possíveis enfermidades que o animal pode trazer para cidade. Todavia, os organizadores afirmam que os animais são inspecionados e estão saúde sanitária em dia e que ficam apenas de duas a três horas na cidade e depois retornam para o campo.

“O valor da guia é muito alto para um pequeno produtor que seja devoto de Santo Antônio levar o seu cavalo para participar do passeio e a fiscalização de fato deveria acontecer na propriedade e não aqui na cidade”, destacou o empresário Eilon do Gás, que há mais de trinta anos, participa da festa, levando os seus animais que são inspecionados e ainda o conhecido carro de boi.

Eilon pediu que seja aplicado o bom senso porque a cavalgada é uma tradição da festa do padroeiro de Barra do Garças. Ele mencionou a cidade de Trindade no Estado de Goiás que realiza a maior cavalgada do país com mais de 3 mil animais e não existe essa imposição das autoridades sanitárias do estado vizinho.

A cavalgada reúne vários pioneiros e mantém viva a história da festa que começou em 1951 com a participação da igreja católica. O conselheiro aposentado Alencar Soares Filho, mais uma vez, foi convidado para ser o capitão do mastro, responsável por levar o mastro - conhecido como pau de Santo Antônio - que fica erguido na frente da paróquia durante os treze dias de festa.  

Autoridades de Barra do Garças estão intermediando uma negociação com o Indea para resolver esse impasse e com isso confirmar a cavalgada no dia 1/6. Neste ano, a festa irá até o dia 13/6 quando acontece o feriado do santo casamenteiro. O evento terá missas, novenas, leilões, shows, parque de diversão e praça de alimentação para comunidade aproveitar em frente à praça da Matriz.

A festa de Santo Antônio, segundo os livros históricos de Valdon Varjão (já falecido), começou com o fundador de Barra do Garças, Antônio Cristino Cortes, que era devoto do santo. E com isso, o santo passou a ser padroeiro da cidade por sua influência e tão logo ocorreu a sua emancipação, em 15 de setembro de 1948. 

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