24/05/2018 às 12h03min - Atualizada em 24/05/2018 às 12h03min

Indígena relata que correu nua pelas ruas para tentar escapar de estuprador armado

Francis Amorim / RDNews
Araguaia Notícia
Vítima de estupro na madrugada do dia 13 deste mês, em São Félix do Araguaia (a 1.132 km de Cuiabá), indígena de 38 anos, da etnia Karajá, está com medo de ser atacada novamente pelo suspeito. Segundo ela, desde a ocorrência do fato não consegue dormir direito e diante disso, já solicitou à Fundação Nacional do Índio (Funai) auxílio para acompanhamento psicológico.

Técnica em enfermagem, a indígena J. relatou ao   que viveu momentos de pânico naquela madrugada. “Ele aproveitou de uma discussão que tive com o meu namorado para me atacar. Com a desculpa de que ia me proteger na casa de uma irmã, acabou me levando e também um amigo para essa casa e lá, sob ameaça, começou a abusar de mim”, lamenta.

 De acordo com a indígena, o suspeito, identificado pelas iniciais T.S.F., a forçou a tirar a roupa e só não conseguiu concluir o ato por completo devido à interferência do amigo W.K., que presenciou tudo e tentou socorrê-la. “Ele tentou atingir meu amigo com um canivete e me agrediu. Só consegui fugir porque disse que tinha que ir ao banheiro e, mesmo assim, não deixou que eu me vestisse. Por isso que fui encontrada nua”, detalha.

 J. afirma ainda que, ao deixar a casa correndo em companha do amigo, foi cercada em uma praça pelo suspeito armado com o canivete. 

“Gritei por socorro e ninguém apareceu, até que surgiu uma viatura da Polícia Militar”

Relata que teve que esconder atrás dos bancos  para se proteger dos golpes. “Ele circulava os bancos tentando nos pegar. Gritei por socorro e ninguém apareceu, até que surgiu uma viatura da Polícia Militar”.

A indígena passou por exame de corpo delito, porém não houve conjunção carnal. “Ele acariciou minhas partes íntimas e me agrediu. É uma pessoa perigosa, que já esteve preso. Não durmo direito”.

 Atualmente, a indígena passa férias em uma casa da família em São Félix e somente retornará à aldeia Santa Izabel, localizada a cerca de 30 km da cidade, onde presta serviços na área de saúde, no final do mês. Até lá, disse que terá que conviver com o medo, mesmo tendo registrado ocorrência na polícia.
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