02/04/2013 às 12h58min - Atualizada em 02/04/2013 às 12h58min

Vice é empossado após morte trágica de prefeita em acidente

Olhar Direto
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O vice-prefeito de Ribeirão Cascalheira, odontólogo Reynaldo Diniz (PSB), 37 anos, foi empossado segunda-feira (1) na condição de prefeito do município após a morte trágica da prefeita Patrícia Vilela (PMDB) quinta-feira (28), num acidente automobilístico.

A sessão está prevista sem festa, segundo o presidente do legislativo, João Abadio (PP). “Não temos motivo para festa existe clima de luto na cidade, estamos cumprindo um ritual que é imposto pela lei” completou.

Segundo João Abadio, o vice-prefeito já foi notificado para comparecer na Câmara Municipal para assumir o município e que concordou que não existe motivo para sessão solene. A posse vai acontecer durante os trabalhos normais do legislativo. Reynaldo é dentista na cidade e filho do ex-prefeito Advan Alves Diniz, que foi o segundo prefeito da história de Ribeirão.

A cidade de Ribeirão Cascalheira está com nove mil habitantes e menos de cinco anos troca de prefeito pela terceira vez. Em 2009, o prefeito eleito Diá foi cassado pela Justiça Eleitoral e deu lugar para o segundo colocado Adário Carneiro. E agora com a morte de Patrícia terá o terceiro prefeito com Reynaldo. Patrícia morreu juntamente com o esposo Maurílio Vilela em Arenópolis após colisão frontal de duas caminhonetes. Ela chegou a ser socorrida ao hospital mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O esposo faleceu preso nas ferragens.

O vereador João Abadio disse que vai consultar os demais colegas vereadores sobre o que ele chamou de descaso na liberação dos corpos da prefeita e do esposo que demorou mais de quinze horas e somente foi possível com intervenção política. As cidades de Iporá e Aragarças estavam sem médico legista. “Esse problema é nacional, mas eu quero pegar a opinião dos outros vereadores para gente elaborar um documento a ser encaminhado ao governo de Goiás e MT par que isso não se repita com mais ninguém”, finalizou.

A terceira vítima do mesmo acidente, Sandra Polizeli, também teve a mesma dificuldade para liberação do corpo por causa também da falta de médico legista. 


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