27/03/2018 às 15h14min - Atualizada em 27/03/2018 às 15h14min

Grávida, jovem considerada 'princesinha' do CV em Barra do Garças não vai para cadeia e deve cumprir pena domiciliar

Gazeta Digital
Araguaia Notícia
A Juíza Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, converteu em domiciliares as prisões preventivas decretadas contra Izes Ariel Souza e Emmylee Souza da Silva, conhecida como "princesinha", alvos da operação 10º mandamento, contra membros do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Segundo os autos, foi demostrado que as duas são mães de filhos menores de 12 anos de idade. Emmylee também está na 34ª semana de uma gravidez. Ambas usarão tornozeleira eletrônica. “Desta forma, substituo a prisão preventiva das acusadas Izes Ariel Souza e Emmylee Souza da Silva por prisão domiciliar, determinando que permaneçam, doravante, recolhidas em tempo integral em seus domicílios, até ulterior deliberação”, decidiu Selma no dia 22 de março.

Izes Ariel foi presa e aguardará alvará para conseguir a domiciliar. Emmylee estava foragida. A operação “10º Mandamento” cumpriu 51 ordens judiciais (38 de mandados de prisão e 13 buscas). A ação ocorreu em Mato Grosso, Goiás e Paraná. "As acusadas só têm permissão para deslocamento de seus domicílios em caso de necessidade médica de urgência, suas ou de seus familiares, que deverá ser informada previamente à Central de Monitoramento, ou para comparecer a atos processuais em que forem parte ou testemunha, bem como para comparecer em Delegacias de Polícia ou órgãos do Ministério Público Estadual ou Federal, tudo mediante posterior comprovação idônea".

A operação foi resultado de investigações da Delegacia Regional de Barra do Garças, por meio do Núcleo de Inteligência, e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Em Mato Grosso, os mandados foram cumpridos em Barra do Garças, Rondonópolis, Água Boa e Cuiabá (oito lideranças- sete detentos e um solto), por policiais das regionais instaladas nessas cidades, GCCO, em trabalho conjunto com o Sistema Penitenciário, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

As investigações iniciaram em Barra do Garças, quando ações delitivas foram orquestradas por essa organização criminosa, em face de órgãos da Segurança Pública (incêndio das viaturas do Sistema Socioeducativo).
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