22/03/2018 às 15h57min - Atualizada em 22/03/2018 às 15h57min

Mulher é presa suspeita de dar apoio logístico no resgate de preso na divisa de MT e GO

A mulher disse que apenas guardou a arma dos homens que resgataram o preso; porém a polícia acredita que ela alugou a casa e sabia do plano para libertar o preso. Acompanhe mais detalhes na reportagem do jornalista Francis Amorim, do RdNews

Francis Amorim / Rdnews
Araguaia Notícia
PJC / Goiás
Uma mulher foi presa na madrugada de quinta (22), na divisa de Mato Grosso e Goiás, suspeita de dar apoio logístico aos quatro homens que resgataram o homicida Jonathan Granja Lopes, na manhã de segunda (19), em Aragarças. Com ela, as polícias Civil e Militar dos dois Estados apreenderam uma pistola e munições calibre 12. 

Segundo o delegado de Aragarças, Ricardo Galvão, responsável pelo inquérito que apura a ação dos bandidos, a mulher (nome preservado para não atrapalhar as investigações), estava em uma casa no setor Novo Horizonte, próximo à clínica dentária onde ocorreu o resgate da viatura do Sistema Prisional de Goiás. 

A casa tinha sido alugada há alguns dias e serviu de base de apoio para a ação dos criminosos. A mulher detida pela polícia teria realizado a negociação com a proprietária para ocupar o imóvel e dado o suporte necessário para que os bandidos pudessem agir e resgatar Jonathan, que estava preso na cadeia pública de Aragarças pelo crime de homicídio. 

Com a suspeita, a Polícia Civil de Goiás e Mato Grosso apreendeu uma pistola calibre 380, munições de calibre 12, algemas, uma motocicleta, um veículo Peugeot, roupas e objetos utilizados pelo bando. 

Jonathan foi resgatado na manhã de segunda no trajeto de uma clínica dentária para a cadeia pública de Aragarças. Quatro homens armados com pistolas e escopetas renderam os três agentes prisionais que conduziam a viatura do Sistema Prisional e resgataram o detento. Na ação um agente foi atingido por um disparo no colete a provas de balas. 

Na fuga, os bandidos trocaram tiros com policiais rodoviários na BR-070, em Barra do Garças, e durante uma longa caçada em uma região de mata na zona rural do município, dois dos quatro suspeitos, Neilton Carlos Leles de Jesus e Mathews Ferreira Nunes, foram mortos na troca de tiros com policiais militares de Mato Grosso. Os outros dois suspeitos e o presidiário resgatado conseguiram fugir do cerco policial.
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