07/03/2018 às 15h38min - Atualizada em 07/03/2018 às 15h38min

Mulheres mostram protagonismo e fazem da corporação um local inclusivo

Hoje, são 93 mulheres combatentes de incêndios na instituição

Augusto Pereira | CBM - MT
Araguaia Notícia
TC BM Luciana, comandante do 1º BBM - Foto por: SD BM E. Vieira
Na semana da mulher, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso vai apresentar algumas histórias das personagens que fazem da corporação um espaço mais inclusivo. Não poderia ser diferente, já que o Dia Internacional da Mulher (08.03) tem como um dos fatos que lhe deram origem, um incêndio em que morreram 130 mulheres nos Estados Unidos. Hoje, são 93 mulheres combatentes de incêndios na corporação. Elas fizeram as mesmas provas de resistência, inteligência e habilidades pelas quais passam todos os militares para serem efetivados na corporação.

O primeiro ingresso de mulheres no Corpo de Bombeiros foi em 2001, apenas sete anos após a criação da instituição como órgão independente entre as forças de segurança do Estado de Mato Grosso. Até 1994, o Corpo de Bombeiros Militar era um batalhão da Polícia Militar. A atuação de mulheres no CBM-MT se dá em todas as áreas, do administrativo, passando pelo operacional até os postos de comando.

Em fevereiro deste ano, assumiu o posto de comandante do 1º Batalhão de Bombeiros Militar, a tenente-coronel Luciana Bragança Brandão da Silva. Ela é a primeira mulher a comandar um Batalhão de Bombeiro em Mato Grosso e seu protagonismo já a põe em destaque duplamente, porque comanda o maior batalhão do estado. "Tudo que eu fizer, será a primeira vez que uma mulher realiza porque entramos em 2001, ano de ingresso das primeiras mulheres na corporação”.

Origem

Oito de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, data que lembra a luta por direitos e igualdade que tomou força no final do século XIX, entre as operárias convocadas para dar força ao crescimento da Revolução Industrial. A data tem mais de um evento que a origina. Um deles é a II Conferência Internacional de Mulheres na Dinamarca (1910), outro é o levante de operárias na Rússia (1917). O evento da Rússia aconteceu em 8 de março, data que foi escolhida para ser lembrada como dia de luta.

Em 1911, 130 operárias de uma fábrica em Nova York morreram em decorrência de um incêndio. Este evento resultou em reivindicações por mais segurança nas condições de trabalho que se espalharam pelos Estados Unidos e pela Europa. Tragédias como essa foram determinantes para a legislação de segurança predial em vigor, pela qual os Corpos de Bombeiros são os principais responsáveis em fiscalizar.
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