24/02/2018 às 09h22min - Atualizada em 24/02/2018 às 09h22min

Lutador de Barra do Garças vende rifa para participar de campeonato em Abu Dhabi

Jean Felipe Sousa Mesquita pretende embarcar para os Emirados Árabes, em abril. Ele treina de 3 a 4 horas por dia.

Lucas Iglesias / Centro América FM - Semana 7
Araguaia Notícia
Um atleta de Barra de Garças está vendendo rifas para arrecadar dinheiro e participar do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Jean Felipe Sousa Mesquita foi qualificado, mas precisa de dinheiro para custear a viagem e outras despesas durante o período em que estiver no país.

A próxima competição será entre os dias 18 e 30 de abril deste ano.

Para custear a viagem para Abu Dhabi, o Jean está vendendo uma rifa, no valor de R$ 10. Incluindo passagens de ida e volta, hospedagem e alimentação, ele estima gastar em torno de R$ 8 mil.

“Infelizmente, em Barra do Garças, a situação do esporte está bem difícil. Alguns empresários e amigos estão comprando (a rifa) para poder ajudar e são por eles que eu ainda consigo disputar os campeonatos”, afirmou Jean.

Ele começou no jiu-jitsu em 2016 em busca de saúde, para perder peso e sair do sedentarismo por sugestão de um amigo. Com três meses de treinamento, ele foi convidado a participar do Campeonato Mato-Grossense da categoria em Campo Verde, a 139 km de Cuiabá.

O atleta de Barra do Garças foi bem na estreia. Se tornou campeão estadual já na primeira participação dele. Desde então, ele conquistou vários títulos. Além do estadual de Mato Grosso, ele também foi campeão goiano em 2016.

E, em 2017, ganhou duas etapas do campeonato goiano, mato-grossense e também venceu a etapa Centro Oeste. Já no final de 2017, ele foi campeão no Campeonato Panamericano em São Paulo.

O jiu-jitsu é dividido por categoria de peso, idade e faixa. O Jean luta na categoria de faixa azul, no peso de 94 a 110 kg, na idade de 30 a 35 anos. Há várias outras divisões de acordo com idade e peso.

Jean treina de 3 a 4 horas por dia. Ele é proprietário de uma empresa de segurança e mescla o tempo dele entre o trabalho, os treinos e a família.

“É preciso que seja feita uma base primeiro. Não adianta levantar hoje e falar que a estrela será o esporte. É preciso que seja feito um trabalho nas escolas e nas comunidades. Os trabalhos feitos hoje ainda são poucos. Pouca ajuda dos empresários e do governo. Que eles comecem a olhar para as crianças como o futuro, um futuro melhor”, disse o atleta.
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