31/12/2017 às 09h38min - Atualizada em 31/12/2017 às 09h38min

Numerólogo e babalorixá dizem que Lula será reeleito; Taques sofrerá e Brasil chega entre os 4 finalistas da Copa

Final de ano muitas pessoas ficam curiosas com relação o que irá acontecer no próximo ano. Em Mato Grosso, o site RDNEWS do jornalista Romilson Dourado fez uma matéria sobre as previsões dos futurólogos. A reportagem é de Rodivaldo Ribeiro. Independente de acreditar ou não veja o texto é bastante interessante.

Rodivaldo Ribeiro
Rdnews
om o fim do ciclo de 365 dias, toda a humanidade, desde quando começou a subvencionar o tempo a medidas cognoscíveis (ao menos idealmente) nutre a vontade de tentar antecipar a chegada do futuro. A maneira mais prática, nos parece, é fazer previsões. Independente de acreditar ou não nelas, o decidiu ouvir dois futurólogos – o numerólogo Marco Aurélio Ramos e o babalorixá do candomblé Paulo Otsunmare – para tentar desvendar como será 2018 para algumas figuras centrais da vida pública mato-grossense e brasileira, além de perguntar se vamos ganhar a Copa do Mundo, óbvio.

Os dois utilizaram cada um seu próprio método para conversar com a entidade/ideia/conceito um dia chamado pelos helenos de oráculo.

“Nós tendemos a nos agarrar a qualquer coisa que sirva para basear algo em que acreditamos, enquanto recusamos aquelas que não apoiam nossas crenças”, pondera o jornalista norte-americano Dan Gardner. Ele escreveu, ancorado nas pesquisas realizadas ao longo de 20 anos pelo cientista social canadense e professor da Universidade da Pensilvânia Phillip E. Tetlock (também co-autor) o livro Superprevisões, A Arte e a Ciência de Antecipar o Futuro.

Para não cometer esse desvio é que ouvimos duas pessoas de métodos completamente divergentes. As falas tanto do numerólogo quanto do babalorixá (ele utilizou o jogo de búzios) tiveram o cuidado de não serem determinantes em momento algum e ambos deram razões bastante críveis para isso: o destino é escrito conforme nossas atitudes com relação às escolhas por ele colocadas diante de nós. E nisso é possível ver semelhanças absurdas entre o que foi dito por um e outro.

Os dois, mesmo sem se conhecer, afirmaram que 2018 será regido por um número mestre, o 11, de alma feminina, de mais sensibilidade e resoluções definitivas. “Número mestre” de acordo com os estudos de Marco e do 11º odu ifá, Owarin (regência dos orixás Oiá, popularmente conhecida como Iansã, e Exú) para os de Paulo. Ano de inovações científicas, grandes ideias e revelações fora do comum para os dois estudiosos. Nos parágrafos subsequentes, as previsões propriamente ditas.

Brasil (política e sociedade) – Ano de 2018 será de acirramentos e de muita polarização, certa instabilidade emocional e comportamental. “Até mesmo com risco de violência nas ruas”, segundo os cálculos do numerólogo, e um período de cobranças típicas da energia mãe feminina, de renascimento e resoluções de coisas começadas em 2017, um ano masculino e de preparação, lembra o candomblecista. Vai exigir, no entendimento de ambos, mais comedimento nas atitudes e posicionamentos pessoais, políticos, sociais e profissionais.

Lula – Tanto para Marco Aurélio quanto para Paulo Otsunmare, 2018 é um ano de diálogo, assentimento, compreensão. Esses pontos favorecem Luiz Inácio Lula da Silva, sabidamente bom em confluir opiniões e mudar de comportamento conforme a necessidade para obter favorecimento e concórdia. “Assim, tem todas as chances de ganhar, talvez e mesmo numa eleição sub-júdice”, diz o numerólogo, conferindo seus cálculos. “Será um ano ou do paraíso astral ou do inferno e morte pública dele para sempre", lembra o babalorixá. "Mas hoje os búzios indicam que, se ele não tiver impedimento jurídico, será novamente presidente do Brasil”, crava o religioso. A única barreira, concordaram os dois, vai ser a justiça brasileira, pois o destino do líder maior do PT não mais depende somente de suas vontades ou capacidade política. Entretanto, o numerólogo faz uma ressalva: “mesmo ganhando em 2018, já em 2019 será duramente cobrado e pode inclusive sofrer um impeachment”. Os dois, búzios e números, concordam que Lula influenciará diretamente na eleição, com candidatura própria ou não.

Jair Bolsonaro – O numerólogo afirma ter o deputado federal o número 8 a regê-lo, um algarismo cheio dos maiores empresários e líderes, outrossim, também carregado, em mesma medida, de tiranos. O ano 11 exige dele muito mais tato, sensibilidade, uma energia menos impositiva ou de força, e isso o enfraquece, porque é um ano que exige afeto e conversa, lembra Otsunmare.

“Nesse sentido, este ano, Lula e Bolsonaro são duas faces da mesma moeda, porque ambos estão com discursos agressivos”, mas em 2018 a energia muda e o segundo não possui a habilidade do primeiro para abrandar discurso e mudar de postura, explicam Marco Aurélio e Paulo Otsunmare, com motivos iguais e técnicas diferentes. “É uma estrela que vem conquistando brilho próprio, mas ainda insuficiente para conseguir chegar ao comando do país”, vaticina Otsunmare. Para quem teme o recrudescimento da direita, péssima notícia: políticos alinhados com as ideias dele devem se fortalecer e vários podem ser eleitos, conforme o entendimento do numerólogo. E mais ainda, se Bolsonaro conseguisse, à maneira de Lula, moderar o discurso, teria grandes chances de vencer a corrida presidencial.

Pedro Taques – A energia que o rege é feminina, ainda que traga a energia de uma mãe austera, que não cuidou da sua casa da maneira que precisava. E essa ideia de tentar se reeleger vai trazer grandes traições para essa casa, totalmente desarrumada e cujo maior risco é receber como resposta o não-assentimento à palavra dele, disse o babalorixá, sob orientação de Iansã. Para conseguir a reeleição, haverá desafios quase intransponíveis.

“O período vai exigir muito diálogo, tato, saber ouvir as pessoas, tudo que ele demonstra não ser capaz hoje. O ano vai exigir dele como nunca. Precisará mudar completamente seu modo de ser até aqui e isso é muito difícil não só pra ele (que também entrará num ano pessoal 11 a partir de março), mas pra qualquer um de nós”, traduz Marco Aurélio. Assim, Taques estará sob dupla influência do ano regente, do 11º odu ifá. Reeleição, portanto, será uma tarefa hercúlea. Entrementes, nenhum dos dois quis cravar a palavra impossível, mesmo firmemente provocados a um veredicto. Mas há uma advertência final: Taques começará bem o ano, mas a partir de julho terá que lidar com vários transtornos, com todo tipo de provocação. “Será um leão atrás do outro, um teste de autocontrole terrível para ele. Pode ter alguma decisão judicial contra e até mesmo ser afastado. Em casos extremos, pode até mesmo ser vítima de violência entre julho e novembro”, adverte o numerólogo.

Emanuel Pinheiro – Continuará com seu trabalho ”a passos de lesma, como os búzios haviam indicado desde a eleição” (Paulo Otsunmare antecipou em entrevistas a vitória do atual prefeito e até mesmo seu adversário no segundo turno), devido à falta de apoio. Ele também está com a casa desarrumada e em desequilíbrio. Precisa recuperar o prestígio e a moral diante dos seus quadros, pois corre risco de situações de traições, abandono e rompimentos”, vaticina Otsunmare. É um ano de muita resolução. Sem prestígio, pode acabar isolado. ”Ele vai ter problemas, mas conseguirá manter o ambiente para apresentar projetos, porque tem coisas que o ajudam no geral”, o suficiente para contornar as situações mais graves, ao menos por ora, porque os problemas na justiça vão perdurar ainda muito mais longe, por décadas, afirma Marco Aurélio.

Copa do Mundo – A seleção brasileira está num momento muito forte, positivo para quem centraliza energias na pátria de chuteiras. Estará entre os quatro finalistas. Se não tiver nenhuma alteração no caminho, chegará bem e sim, tem toda chance de ganhar. O numerólogo afirma não poder prever o rumo da Copa porque precisaria fazer cálculos não só a respeito de cada um dos jogadores, do técnico Tite, da comissão técnica, mas também de todas as outras seleções que estarão em campo na Rússia em 2018 com cada um de seus componentes.

Donald Trump – Vai continuar com a política de tensões, de guerra fria, deve criar impedimentos de trânsito e fechamento de fronteiras e pontes de diálogo entre países. Deve quebrar acordos e tratados internacionais e levar o mundo a ainda mais dúvida, mas não o suficiente para chegar a uma guerra. Pelo menos ainda não em 2018.

Por fim, sempre é bom lembrar dos dois estudiosos citados no início da matéria. “Quando as pessoas fazem previsões, tendem a tirar conclusões muito cedo e continuar com elas mesmo com evidências de erro”, escreveu Dan Gardner, no citado livro escrito com Phillip E. Tetlock. No entanto, lembram que há sim indivíduos capazes de acertos até 60% mais precisos do que a média humana, mesmo sendo, em matéria de previsão de futuro, qualquer especialista pouco melhor que um leigo.

Em outra passagem do mesmo Superprevisões, A Arte e a Ciência de Antecipar o Futuro, os autores lembram ser impossível para os seres humanos deixarem de lado a crença nas previsões, posto tudo na vida ser fruto de antecipações.

Quando escolhemos alguém para namorar ou casar, prevemos felicidade; quando contratamos alguém para trabalhar para nós, predizemos capacidades produtivas maiores e melhores que a de outros e fazemos o mesmo ao evitar uma rua escura à noite, por exemplo, antecipando que esse lugar trará alguma espécie de perigo. O percentual de acerto nas previsões cotidianas é o responsável por determinar fracassos ou vitórias na maioria dos ramos de nossa existência, acreditam os pesquisadores anglo-saxões.

Assim, conforme dizem tanto o jornalista norte-americano quanto o cientista social canadense, o numerólogo paulista radicado em Cuiabá e o babalorixá cuiabano morador de Várzea Grande, o destino se amolda e configura-se à nossa frente conforme as nossas ações diante dos caminhos abertos por ele anteriormente, num ciclo em eterno movimento. Feliz 2018.
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