28/02/2013 às 17h32min - Atualizada em 28/02/2013 às 17h32min

Juiz manda prender médico acusado de aborto e furto que ainda atendia

Olhar Direto
Reprodução

O juiz da Segunda Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças, Wagner Plaza Machado Junior, determinou a prisão preventiva do médico Orlando Alves Teixeira, investigado por realizar abortos e roubar medicamentos e equipamentos da rede pública de saúde, que mesmo com a suspensão das atividades em órgãos públicos estava atuando no hospital de General Carneiro e na Casa do Índio. De acordo com a ação, o profissional tem que aguarda o tramite da ação sem exercer em hospitais e clinicas públicas.

A prisão de Orlando foi determinada sexta-feira, 22/02, porém a Polícia Federal não conseguiu prende-lo e por isso o magistrado decidiu encaminhar cópia do mandado para Polinter executar. O médico já havia sido alvo de suspensão do exercício da função pública por, supostamente, realizar aborto e roubar medicamentos e equipamentos da rede pública de saúde.

O juiz havia optado pela decisão para impedir a repetição da atividade criminosa por parte do médico. Diante desta constatação e do pedido do Ministério Público Estadual (MPE), o juiz decretou a prisão preventiva do médico.

“Ressalto que entendo prejudicial ao interesse público que o réu esteja a exercer a medicina em órgão público, já que os crimes analisados tiveram tais entidades como cenário. Ademais, há indícios que o erário público fora seriamente prejudicado pelas práticas do réu, não só por cometer abortos ilícitos em hospital público, mas também ao subtrair e apropriar-se de medicamentos, produtos e equipamentos médico-hospitalares”, afirmou o juiz, em sua decisão.

A cópia do pedido de prisão foi encaminhado segunda-feira (25) para a Polinter. “Cito, ainda, que há elementos que indicam que o réu, em outra ocasião, no serviço público, cometeu ilícito contra a saúde pública, vez que estaria envolvido nas mortes decorrentes da exposição por Césio 137, ocorrida em Goiânia-GO. Se não bastasse, entendo ainda descabido que o réu seja remunerado pela Fazenda Pública, que foi tanto vítima do réu quanto os nascituros”, afirmou o juiz.

O advogado do médico Orlando, Paulo Lacerda, classificou de absurda a decisão de uma nova prisão pois teria sido feita numa sexta-feira por volta das 20 horas e no sábado os policiais já estavam na porta da casa do médico. Paulo disse que o Ministério Público teria que comunicar as prefeituras da região que o médico estaria proibido de atuar em órgãos públicos e disse que esse comunicado só foi feito a prefeitura de Barra. E que Orlando, estaria atuando para uma ong e não para a Funasa como menciona a ação.

Paulo continua afirmando que o cliente é inocente e que o MPE não teria conseguido provar até o momento nenhum dos 32 abortos mencionados no início da ação. Orlando ficou preso por dez dias em março de 2012 sob acusação de praticar abortos e ter subtraído equipamentos de hospitais públicos, segundo o MPE. 


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