22/06/2011 às 10h01min - Atualizada em 22/06/2011 às 10h01min

Diretor desmente ter 'peitado' juiz no Araguaia

Olhar Direto
Reprodução

O diretor da cadeia de Barra do Garças (509 km de Cuiabá), Ricardo Pereira, disse que não ‘peitou’ o juiz Otávio Vinicius e atribui o comentário de que ele teria dificultado uma revista no presidio a um mal entendido. A confusão aconteceu sexta-feira (17) quando a Polícia Militar chegou de surpresa na cadeia para fazer um procedimento de revista por determinação judicial e o diretor da cadeia tentou adiar para segunda-feira.

Diante do impasse se iria ou não fazer a revista, o juiz Otávio voltou a reafirmar a decisão de revista e ameaçou o diretor de prisão caso desobedecesse. “Eu apenas argumentei que era dia de visita e estava programado um culto para parte da manhã. Minha intenção não era desrespeitar o juiz, tanto é que a revista foi feita”, explicou. Ricardo conta que ficou chateado em função dos comentários que saíram de que ele teria dificultado o procedimento por algum desentendimento com a Polícia Militar.

“Eu não tenho nenhum problema de relacionamento com as demais instituições. Faltou talvez comunicação para evitar esse mal entendido”, ponderou. Sobre os objetos apreendidos na cadeia cerca de 14 celulares, dois chips, carregadores de celulares, chuços e até um alambique artesanal utilizado para fabricar pinga, o diretor explicou que falta efetivo e tecnologia para aprimorar as revistas na cadeia e evitar a entrada de materiais ilícitos.

Ele informou que já solicitou mais aparelhos de detector de metais, um aparelho de raios-X e está aguardando uma cadeira com detector de metais para revista feminina. Sobre a construção do novo presídio de Barra, o diretor disse que o pleito voltou à estaca zero porque a equipe de engenharia da Secretaria de Cidadania de Mato Grosso reprovou a área disponibilizada pela prefeitura na saída para Araguaiana pelo fato de ficar próximo ao aterro sanitário e o terreno ser arenoso.

A prefeitura já foi informada pelos técnicos sobre a reprovação do terreno e o estado aguarda um novo terreno por parte da municipalidade.

A cadeia de Barra ficou famosa recentemente porque o mesmo juiz Otávio Vinicius fechou uma cantina que funcionava no interior do presídio. A pequena vendinha, segundo Ricardo, já existia desde 2004 e vendia refrigerantes, picolés e sorvetes aos detentos e o dinheiro arrecadado era utilizado para pequenas manutenções. Mesmo com esse argumento, o juiz mandou fechar a vendinha.


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