11/09/2017 às 23h26min - Atualizada em 11/09/2017 às 23h26min

Fazendas e Terras Indígenas começam a queimar com a seca

Agência da Notícia
Reprodução / Ilustrativa

O Norte Araguaia literalmente está em “chamas”, com mais de cem dias sem chuva, as pastagens estão super secas, a região de cerrado também, o que tem gerado muitas queimadas na região.

A Terra Indígena Marawatsede também está em chamas, os 165 mil hectares de terra quase todo ano passa por este problema, mas este ano a estiagem tem causado problemas não só nas áreas de reserva, mas também nas propriedades rurais.

Em Porto Alegre do Norte, a Fazenda Piraguaçu teve 20 km de cerca queimadas, mais de 200 hectares de pastagem foram queimadas, além de parte de uma APP que fica na beira do rio Tapirapé. A fazenda está usando avião para tentar evitar que o fogo se expanda, além de 40 homens que agem no combate ao fogo.

Isso traz à tona um problema ainda maior, a região Norte Araguaia não conta com nenhum bombeiro, e os brigadistas que atuam na região é considerado pouco para atender todos os focos de queimadas registrados, o que piora bem mais a situação que já é bastante crítica.

Um batalhão de Corpo de Bombeiros já foi solicitado ao Governo do Estado há tempos, porém não há previsão para a instalação do mesmo, o que causa revolta aos moradores. “É uma vergonha o que vemos, assistimos esses dias deputados pegando e enchendo malas de dinheiro, enquanto nós aqui da Região Norte Araguaia pagamos um preço alto, um exemplo é o Corpo de Bombeiros, acontece um acidente não tem ninguém para fazer o socorro, principalmente nessa época do ano que os acidentes são comuns na BR 158 no treco de terra, onde a poeira mata dezenas de vida, além do fogo que consome todos os anos a nossa região, onde estão os nossos representantes”, argumentou um empresário da região que não quis se identificar.


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