03/08/2017 às 19h06min - Atualizada em 03/08/2017 às 19h06min

Detento preso por causa de 5,00 é assassinado por colega de cela no dia que receberia alvará de soltura em Barra do Garças

Ronaldo Couto / Araguaia Notícia
A Polícia Civil trabalhou rápido e conseguiu elucidar em menos de 24 horas o assassinato de um detento que ocorreu dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Barra do Garças, a 506 km de Cuiabá. Na tarde de quarta-feira (1/8), o detento Paulo Sérgio Rodrigues da Silva, 32 anos, foi encontrado morto com marcas de estrangulamento no pescoço.

Ele foi preso juntamente com mais sete detentos durante a Operação Bairro Seguro no dia 1/8 sob acusação de que ele teria furtado R$ 5,00 de dentro de um carro. Na época, Paulo Sérgio negou o crime alegando que o dinheiro teria ‘voado’ do bolso dele para dentro do veículo.  

A identificação do autor do crime Lucas somente foi possível após o delegado ouvir os oito detentos que estavam na cela de triagem juntamente com Paulo Sérgio. “Todos disseram que foi o Lucas que cometeu o crime, porém ele nega a autoria”, explicou o delegado que decidiu pelo indiciamento de Lucas.

O motivo seria um comentário de que Paulo Sérgio teria entregado o Lucas para polícia, porém esse não é confirmado pela Polícia Civil.

Paulo Sérgio era conhecido no bairro Santo Antônio por andar com uma bíblia debaixo do braço e falar muito na volta de Jesus Cristo. Algumas pessoas o consideravam ‘perturbado’ por causa do uso de entorpecentes no passado. E o mais impressionante é que o alvará de soltura dele saiu à noite logo depois que dele ter sido assassinado.

O delegado destacou que os presos provisórios da operação seriam todos soltos, mas permaneceram um pouco mais até mesmo para esclarecer a morto do colega de cela. Vale destacar que é a segunda morte em menos de uma semana na cadeia de Barra do Garças.

Na quarta-feira da semana, Rômulo D’Arc que era formado em Sociologia e Teologia acabou se matando por causa de desilusão amorosa. Ele estava preso por causa de acusação de violência doméstica (Maria da Penha).

As mortes na cela de triagem do CDP de Barra passam a preocupar a direção da cadeia que enfrenta uma superlotação da unidade com 240 detentos. A cadeia barra-garcense foi construída na década de 80 para 120 reeducandos. 
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