18/07/2017 às 15h19min - Atualizada em 18/07/2017 às 15h19min

Policiais Militares presos no Maranhão vão responder por tortura; empresário de MT contratou serviços

empresário de MT contratou serviços

Olhar Direto
A Policia Civil do Estado do Maranhão investiga se os policiais militares da Rotam de Mato Grosso cabo Wellington Bispo Nunes e o soldado Edoriel Tales Taques Albuquerque, que foram presos na tarde da última quarta-feira (12), no povoado de Faíza, no município de Santa Luzia (MA), foram contratados por um empresário de Mato Grosso para fazer uma cobrança a uma família de fazendeiros.
 
O delegado da 7ª Delegacia Regional de Santa Inês, que também cuida da região de Santa Luzia, Ederson Martins, contou ao Olhar Direto que o grupo foi para o estado do Maranhão apenas por causa da cobrança de uma dívida de 4 mil sacas de soja de uma família de fazendeiros que havia comprado maquinário agrícola da empresa de um dos acusados.

Porém, em depoimento, os acusados alegaram que são amigos do empresário e foram o ajudar a fazer a cobrança sem receber pagamento.

O delegado Alex Coelho, da delegacia de polícia de Santa Luzia, contou que os quatro chegaram à fazenda armados com armas de fogo de uso restrito (como uma espingarda calibre 12) e amarraram, torturaram e ameaçaram matar a família de fazendeiros.
 
Como pagamento da dívida, os quatro ainda tomaram uma carreta com carga de soja e pegaram de volta o maquinário, mas durante a fuga foram interceptados pela polícia e presos em flagrante.
 
Os acusados irão responder pelos crimes de cárcere privado, tortura, posse ilegal de arma de uso restrito e exercício arbitrário das próprias razões, no Estado do Maranhão.

O cabo e o soldado foram encaminhados hoje para o quartel da Polícia Militar do Estado do Maranhão, onde estão presos, para ficarem separados dos demais detentos.
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