29/06/2017 às 07h38min - Atualizada em 29/06/2017 às 07h38min

Rapaz confessa que matou fazendeiro e ateou fogo no corpo

PJC-MT
Jovem de 19 anos confessa ter assassinado o fazendeiro Elizeu Lacerda e depois ter ateado fogo no corpo da vítima. O crime ocorreu no município de Porto Esperidião (326 km de Cuiabá), no último domingo (25). A confissão ocorreu na tarde desta quarta-feira (28) durante depoimento ao delegado de Cáceres (225 km de Cuiabá), Wilson dos Santos.

De acordo com o delegado, o assassino confesso Rones da Silva Ribeiro, negou participação no crime do irmão S.F.S., 28 anos, detido na segunda-feira (26), com uma faca e botas sujas de sangue, mas já liberado por falta de provas. Ele confessou a autoria do homicídio e revelou a motivação, porém o delegado pondera que não pode adiantar detalhes dessas informações para não atrapalhar as investigações.

O depoimento teve início por volta das 13h30 e não tinha se encerrado até as 18h30. O que mais chamou a atenção do delegado foi a frieza com que Rones falava sobre os vários crimes que diz ter cometido.

De acordo com a Polícia Civil, depois do assassinato, Rones pegou um ônibus que saiu de Porto Esperidião e chegou a Cáceres. Em 3 dias cometeu outros crimes como furto, roubo de motocicleta e ainda manteve uma família refém, ameaçando atear fogo na casa. O criminoso foi reconhecido por várias vítimas.

Quando ainda era menor de idade, em 2013, Rones foi detido acusado de ter assassinado e esquartejado dois primos dele, de 8 e 9 anos. Depois de matar as crianças, ele teria ainda praticado necrofilia (sexo com cadáver) com os corpos.

Caso

Rones da Silva Ribeiro assassinou o fazendeiro Elizeu Lacerda, em Porto Esperidião no domingo (25), e foi preso em Cáceres na terça-feira (27) tentando roubar uma moto.

O caso da morte do fazendeiro é investigado pela delegacia de Porto Esperidião, que não tem titular. Na semana que o fazendeiro foi assassinado o delegado de Araputanga, Miguel Macário Lopes, cobria o município. Esta semana, a delegacia está sendo atendida pelo delegado de São José dos Quatro Marcos, Henrique Trevisan.

Um complicador a mais no desenrolar do caso. Segundo uma policial civil, os depoimentos colhidos em Cáceres devem ser remetidos a Delegacia de Porto Esperidião e o inquérito presidido por um dos delegados que estiver atendendo a delegacia na oportunidade.

 

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