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16/05/2017 às 22h27min - Atualizada em 16/05/2017 às 22h27min

Índios Munduruku e Unemat conseguem recursos para valorização da etnia

Assessoria / Unemat
O Instituto Munduruku, da etnia de mesmo nome, foi contemplado como Ponto de Cultura e receberá um valor de apoio de 60 mil reais do Estado por meio da Secretaria de Cultura de Mato Grosso. Os professores Saulo Augusto de Moraes e Ana Maria de Lima, ambos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), câmpus de Juara, viram no Edital de Seleção Pública nº006/2016/SEC-MT "Rede de Pontos de Cultura da Política Nacional de Cultura Viva no estado de Mato Grosso", publicado em novembro de 2016, uma chance de promover o resgate e a produção de artesanatos tradicionais da etnia Munduruku presente no município que fica distante mais de 630 km da capital.

A proposta em favor do Instituto foi então escrita pelos professores da Unemat que agora comemoram o resultado. "São indígenas da região que carecem de apoio dos mais diversos e o Instituto e a Unemat já são parceiros de longa data por meio de trabalhos de pesquisa" comentou Saulo Moraes. O resultado final do edital trouxe os 14 Pontos de Cultura selecionados na categoria Municípios da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e os 21 da categoria Municípios do Interior do Estado, entre eles Monjoroko wuy babi mobaput ap (Mostrando a Arte Munduruku): Produção e Resgate do Artesanato Indígena Munduruku.

Ana Maria explicou que o Instituto Munduruku trabalha com diversas expressões culturais entre elas a dança, que podem resgatar a história da etnia, desenvolve artefatos de caça e pesca e adornos que contribuem com a renda do povo indígena. "A demanda veio da comunidade. É papel da Universidade ouvir e conhecer as reais necessidades dos que estão a sua volta. E nós também nos colocamos a disposição de outros pleitos sociais", disse a professora.

O procurador do Instituto, professor egresso da Unemat, Marcelo Munduruku, disse que esse apoio financeiro promoverá visibilidade e valorização dos artefatos indígenas Munduruku, como arco e flecha, bordunas, vestimentas tradicionais, pinturas que são os bens imateriais, ligações e cânticos e ainda, de logística e difusão da vivência dos indígenas da sua etnia. Marcelo ainda citou que existem mais três povos indígenas no município de Juara. São eles os Apiakás, Kaiabis e Rikbatsas. E lamentou que sejam pouco conhecidos.

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