20/04/2017 às 06h52min - Atualizada em 20/04/2017 às 06h52min

Investigadora é presa no Araguaia suspeita de ajudar marido em fraudes ao seguro desemprego

Eldorado / Vila Rica

Assessoria de Comunicação da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso confirmou a reportagem da Rádio Eldorado no início da tarde de quarta-feira, 19 de abril, a prisão de uma investigadora de polícia do município de São Félix do Araguaia.

A operação da Polícia Federal denominada “Stellio Natus” foi deflagrada em cidades dos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes no seguro desemprego, consistente em saques ilegais de benefícios de trabalhadores.

De acordo com a Polícia Federal 8 mandados de prisão preventiva, 02 mandados de condução coercitiva e 06 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Anápolis e Caldas Novas em Goiás, Nova Lima/MG, São Félix do Araguaia/MT e Redenção/PA.

Em Mato Grosso um mandado de prisão preventiva e busca e apreensão foi cumprido contra uma investigadora de polícia em São Félix do Araguaia suspeita de participação no esquema. A assessoria da Polícia Judiciária Civil não revelou o nome da policial envolvida.

Segundo informações apuradas pela reportagem da Eldorado FM a investigadora de polícia presa na operação da Polícia Federal trata-se de Joelza Rosa que integra o quadro da Polícia Civil de Mato Grosso desde 2015. Joelza é casada com Yuri Ramos Dias suspeito de ser um dos chefes da quadrilha e condenado por assalto a banco. Ele estava foragido da justiça e também foi preso hoje em Caldas Novas no Goiás.

As investigações apontam que os crimes eram cometidos em diversas unidades do país e contavam com a colaboração de prepostos do Ministério do Trabalho e agente púbicos cooptados pelo grupo criminoso para alterarem os endereços dos verdadeiros beneficiários, a fim de desviar cartões. Assim, os integrantes da quadrilha usavam o documento para sacar o dinheiro das vítimas em agências lotéricas.

Estima-se que a quadrilha desviou mais de R$ 3 milhões em benefícios.

Os investigados responderão pelo crime de estelionato qualificado, com previsão de pena máxima de 05 (cinco) anos, aumentada de 1/3 por ter sido cometido em detrimento de instituto de assistência social.

Os detidos serão encaminhados para Anápolis-GO.


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