24/11/2012 às 13h46min - Atualizada em 24/11/2012 às 13h46min

Acadêmico reclama de mensalidade e falta de investimentos em faculdade de MT

Olhar Direto
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O acadêmico da faculdade Cathedral de Barra do Garças, Edsinomar Maciel Gonçalves, decidiu protestar sobre aumento da mensalidade do curso de direito que passou de R$ 530,00 para 680,00 e das dificuldades que a instituição, na ótica dele. O aluno do 6° semestre decidiu enviar um email para Olhar Direto fazendo alguns questionamentos.

Edsinomar explica que outros colegas concordam com o questionamento dele, mas temendo alguma retaliação não quiseram assinar no email. O primeiro problema mencionado por ele é inconstância com relação a professores. “Trocaram dois professores no final do semestre e uma professora foi improvisada para aplicar uma prova”, destacou.

Edsinomar alega que a turma dele está estudando em sala repartida por divisória; o quadro é dividido ao meio, de forma que prejudica muito os acadêmicos, quando estão copiando; as cadeiras são ruins, pois não tem como o acadêmico colocar um caderno e um livro em cima, e no período de provas, fica mais difícil, pois é necessário o uso de vade mecun.

O acadêmico reclamou também do coordenador do curso, professor Ronny César, que quando indagado por aluno pede para fazer requerimento, porém não estaria respondendo aos questionamentos.

Ronny César confirma o pedido dos requerimentos, porém nega que não estejam respondendo aos alunos. Segundo ele, os processos ficam abertos na secretaria acadêmica onde alunos podem se informar sobre andamento deles. “Não existe falta de professor, os dois que saíram já foram substituídos”, frisou.

A celeuma com os alunos, segundo Ronny, teria sido por causa de uma prova de direito administrativo que seria aplicada por uma professora substituta, todavia a prova foi elaborada pelo professor titular da matéria. “A turma entendeu em fazer a prova, eu orientei que eles fizessem um requerimento na secretaria”, acrescentou.

Sobre a questão da mensalidade, o diretor da Cathedral, Sandro Saggin, discorda do aluno e explica que o curso de direito de Barra do Garças é um dos mais baratos de Mato Grosso, pois o mesmo curso oferecido em Primavera do Leste custa R$ 1.000,00 e em São Luís dos Montes Belos-GO 1.100,00. “O valor aqui está na verdade é defasado”, acrescentou.
Sandro destaca que a instituição comprou neste ano R$ 118 mil em livros para biblioteca e passou com elogios pela comissão avaliadora do MEC que renovou o funcionamento do curso. “Não existe falta de investimentos. É bom citar que a Cathedral tem o melhor índice de aprovação na prova da OAB de 84% na última banca”, acrescentou.

Com relação a situação de salas repartidas com divisórias e móveis inadequados denunciados pelo acadêmico, Sandro disse que não é verdade e que a forma física do prédio não permitiria esse tipo de improviso.

Sandro adquiriu a Faculdade Cathedral, num pool de empresas, em abril de 2011, por aproximadamente R$ 5 milhões. Um dos desafios da nova direção é recuperar o prestigio da faculdade aumentando o número de cursos para recuperar o espaço perdido para rival Univar.

Hoje a Univar está com 2.400 alunos em 12 cursos; e a Cathedral tem somente três, mas o curso de direito está com 1.300 alunos.


Veja na integra o email enviado pelo acadêmico de direito:

Desde quando as Faculdades Cathedral, mudaram de diretor mantenedor (proprietário), todos os semestres tiveram aumento de mensalidade, o que não chamaria atenção dos acadêmicos, se tivesse acontecido mudança também na estrutura da faculdade, os acadêmicos do 6º semestre estão estudando em uma sala repartida por divisória, o quadro é dividido ao meio, de forma que prejudicam muito os acadêmicos, quando estão copiando, as cadeiras são as piores possíveis, pois não tem como o acadêmico colocar um caderno e um livro em cima, principalmente em época de provas, é a maior dificuldade para fazer a prova, haja vista, sempre ser necessário o uso de vade mecun.

Existe uma distancia muito grande entre o diretor do curso de direito e os acadêmicos, tudo que fala com o diretor senhor Rone Cesar, ele pede pra fazer requerimento, contudo, a resposta fica pelo ar.

Nesse 2º semestre, por exemplo, teve 2 professores que acabara se transferindo de faculdade, e o diretor jamais foi na sala, para informarmos que os professores estavam saindo, mas poderíamos ficar tranqüilos, pois já estava sendo providenciando outros professores.

A prova disso foi na disciplina de Direito Administrativo, o professor, desde o dia 09/11/12, se transferiu de faculdade, e nós ficamos sem professor, e nem fomos informados se teríamos um substituto ou não, como as provas começou ontem 22/11/12, chegou uma professora na sala de aula, dizendo que estava ali, fazendo um favor, pois não era professora daquela área, o que gerou um descontentamento entre os alunos, pois nem conteúdo sabíamos que iria cair na prova, motivo pelo qual a líder de sala foi falar com o senhor Rone Cesar, ele simplesmente disse para líder “que estava ocupado, não tinha tempo para ir na sala, e quem não quisesse fazer a prova, poderia passar na secretaria e fazer o requerimento de segunda chamada”.

Então entendemos que os acadêmicos não tem só direitos, tem também deveres, mas para sermos cobrados, primeiro é preciso a faculdade cumprir com o dever dela, o que há muito tempo tem deixado a desejar. Pois se trata de uma faculdade particular, e por obrigação tem que ter rigor, e nós como acadêmicos temos que respeitar, pois o maior interessado nesse rigor tem que ser nós mesmos, contudo, também somos clientes e merecemos uma maior atenção. Se eu não tivesse já investido 3 anos na faculdade, não teria mais interesse em continuar a freqüenta – La. 


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