10/04/2017 às 20h15min - Atualizada em 10/04/2017 às 20h15min

Delegado assume investigação da morte de estudante e apura contradições no processo

Interessantes News
O delegado de Nova Xavantina, Sidarta Almeida Vidigal, disse ao portal Interessante News que fará "tudo que tiver que ser feito" para apurar as responsabilidades do crime ocorrido na madrugada de domingo (9/4) numa festa universitária no Clube Campestre, quando o jovem aguaboense Renan Luna, 22 anos, foi morto, segundo informações extra oficiais, com um tiro na testa desferido por volta das 4 horas, no estacionamento do clube, quando se preparava para ir embora.

Dr. Sidarta aguarda o resultado do laudo da necrópsia, que está sendo feito pelo médico Dr. Adelmo Barros, para saber o calibre do projetil e em que posição do corpo  da vítima estava, para se fazer a comparação com a arma do Major Fabiano Roosevelth Escolástico, acusado de ser o autor do disparo.

A informação de que o tiro fora dado na testa e à queima roupa vem de testemunhas que estavam ao lado vítima no momento do disparo, uma delas, o  menor V.S., que será ouvido pela polícia civil, e contraria a versão do Major, de que o jovem teria sido vítima de bala perdida.

                                                      CONTRADIÇÕES

A arma do Major Escolástico foi recolhida pela Polícia Civil, no entanto, foi retirada da Delegacia pela Corregedoria da PM, que instaurou processo paralelo interno da corporação para apurar as circunstâncias do crime, e ela mesma encaminhou a arma para a Polinter, a polícia técnica de Água Boa. "O certo seria a arma permanecer na  policia civil e nós fazermos o encaminhamento" observou o delegado.

O projetil retirado do corpo da vítima já foi enviado para a Polínter pela policia civil. No local do crime foram encontrados no chão duas cápsulas, uma munição e um projetil fragmentado, todos de calibre 40, de uso restrito da polícia. Contrariando a versão de tiroteio e confusão, testemunhas afirmam que somente o Major estava armado no recinto. 

Nenezão, Leonardo e Adrianinho, os três suspeitos "conduzidos" à Delegacia de Polícia Civil conforme noticiou neste domingo o portal de notícias IN, deverão ser liberados, pois, segundo o delegado, não há elementos para mantê-los ´presos. Seus familiares afirmaram à reportagem que os três foram presos em suas residências, dormindo, na manhã de domingo, contrariando a afirmação  de que teriam oferecido "resistência" à voz de prisão. 

                                                      VAI APURAR

Mesmo não estando de serviço, cuja delegacia estava à cargo do delegado de Canarana, Dr. Sidarta foi pessoalmente neste domingo no Clube Campestre, fazer as primeiras diligências. Ele lamentou que a cena do crime tenha sido desfeita, pois, a perícia técnica determinaria com precisão, a distancia da vítima em que foi disparada a arma, o que não foi feito.

"Mas não é isso que vai atrapalhar. Vamos fazer tudo o que tiver que ser feito para elucidar as circunstâncias e punir o ou os autores" garantiu à população.
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