08/03/2017 às 13h41min - Atualizada em 08/03/2017 às 13h41min

Acusada de matar mãe para roubar bebê após fingir gravidez vai a júri

G1 MT
O julgamento da manicure Michele Bispo dos Santos, de 29 anos, acusada de matar a adolescente Bruna Karolina Fernandes Guiaro, de 15 anos, para roubar o bebê dela, em Querência, a 912 km de Cuiabá, em março de 2015, está marcado para acontecer nesta quinta-feira (9), na Câmara de Vereadores daquele município.

Michele está presa desde a data do crime. A princípio, ela ficou na Cadeia Pública de Água Boa, a 736 km da capital, e depois foi transferida para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde permanece até hoje. A ré deve ser levada até Querência para o julgamento.

Ela responde a quatro crimes: homicídio qualificado por motivo torpe, subtração de incapaz, ocultação de cadáver e furto, pois depois de matar a vítima ainda vendeu o carrinho da criança.

À polícia, após a prisão, ela confessou ter matado a vítima para ficar com o bebê e dar sequência a um plano. Ela mentiu para o marido e para a família que estava grávida, mas o suposto período de gestação já terminara e ela planejou roubar um bebê e fingir que era dela.

Para isso, armou uma emboscada para a vítima, que foi até a casa dela. Os golpes de marreta foram dados quando a adolescente estava sentada na cama ouvindo música pelo celular com um fone de ouvido.

À polícia, ela disse ter dado várias marretadas na cabeça da adolescente, porém, segundo a polícia, não seriam necessários muitos golpes para matar a vítima devido o peso da ferramenta usada no crime.

Depois de matar a adolescente, Michele confessou à polícia que o colocou em sacos de lixo e deixou junto com outros sacos de lixo. Possivelmente, a intenção era desfazer do corpo, disse à época o delegado Michael Mendes Paes, que conduziu as investigações.

A marreta usada no assassinato e o celular de Bruna foram encontrados em uma cistena nos fundos da casa da acusada dois dias depois do crime, com base em informações repassadas pela própria acusada.

"A mãe contou que na data do crime a Michele a procurou para falar que a Bruna não teria ido até a casa como tinha sido combinado e alegou ainda que tinha ouvido a vítima falando ao telefone com um ex-namorado e que tinha planejado fugir com ele", disse o delegado.

Para ele, isso foi feito na tentativa de evitar que a família denunciasse logo o desaparecimento da adolescente. Com isso, daria tempo para tentar se desfazer do corpo e fugir. Ela pretendia ir para uma fazenda onde mora a mãe e levar o bebê, que já dizia ser dela.

Roubo de bebê
A família da vítima contou que a adolescente tinha conhecido a mulher em um posto de saúde da cidade havia dois dias antes da morte.

A manicure, que fingia estar grávida para o marido e familiares dela, disse que tinha ganhado muitas roupas em um chá de bebê e que queria doar parte delas para a filha da adolescente, segundo o pai de Bruna, Gilberto Alves Guiaro.

A polícia conseguiu prender a manicure porque Bruna tinha dito para os pais que iria na casa de Michele. Junto com a polícia, eles foram até a casa da até então suspeita e depois na casa da vizinha com quem Michele tinha deixado o bebê recém-nascido.

Os avós reconheceram a criança e logo a polícia saiu em busca da mulher, que confessou o crime. Ela alegou que 'precisava' da criança porque tinha dito para o marido e para os familiares que estava grávida, mas não era verdade.

Mulher matou adolescente em Querência (MT) e escondeu o corpo em saco plástico. (Foto: G1)

Mulher matou adolescente em Querência (MT) e escondeu o corpo em saco plástico. (Foto: G1)


Mulher matou adolescente e escondeu o corpo em saco
plástico (Foto: Polícia Civil-MT)

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