22/02/2017 às 12h55min - Atualizada em 22/02/2017 às 12h55min

Defensoria discute situação de índios Bororos em reunião no Ministério Público Federal

Assessoria de Imprensa
O Defensor Público responsável pela Coordenadoria de Direitos Humanos da Instituição, Roberto Tadeu Vaz Curvo, participou de reunião no Ministério Público Federal de Rondonópolis, a fim de discutir a situação em que estão vivendo os índios Bororos da Aldeia Indígena Jarudori, localizada em Poxoréu, em especial no que diz respeito à saúde e demarcação de terras.

Na oportunidade, o Defensor ressaltou questões jurídicas e pontuou a necessidade de se viabilizar os encaminhamentos necessários para conclusão do processo de reintegração de posse da área, iniciado em 2003. “Em 1942, a Terra Indígena Jarudori foi demarcada por Marechal Rondon em 100 mil hectares, posteriormente a área foi vendida de forma irregular, tendo restado a aldeia pouco mais de 4 mil hectares e, atualmente, os Bororos vivem confinados em uma área de um pouco mais de 700 hectares”.

Ainda conforme Vaz Curvo, os indígenas relatam que a situação melhorou um pouco, no entanto, é necessário solucionar esse impasse da terra, o atendimento na área da saúde, que é precário, e questão das moradias, que são provisórias. “O Procurador da Republica recém-empossado em Rondonópolis, Raul Batista Leite, foi muito receptivo e a reunião proveitosa. Ele afirmou que fará tudo o que estiver ao seu alcance para solucionar os problemas da aldeia. Ficamos satisfeitos com o resultado”.

Participaram ainda da reunião, a cacica Maria Aparecida Toroekureudo e comitiva, o coordenador da FUNAI de Cuiabá, Benedito Garcia, a representante do Núcleo da Funai em Rondonópolis, Simone Elias de Souza, e o Mestre Mario Bordignon, salesiano do CIMI-MT.
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