01/02/2017 às 16h36min - Atualizada em 01/02/2017 às 16h36min

Prefeita herda dívidas e multa milionária

Semana 7
Eleita prefeita nas eleições de outubro do ano passado, Dalva Maria de Lima Peres (PSDB) encontrou, depois de averiguar os papeis de sua administração, uma dívida de R$ 4 milhões e o município negativado em funções de compromissos da gestão de oito anos de seu antecessor, Luiz Henrique do Amaral (PT), principalmente dívidas relacionadas à saúde pública de Cocalinho.
De início a prefeita pediu à população um prazo de pelo menos 100 dias para começar a regularizar a situação econômica do município. Só com a Procuradoria Geral do Estado a prefeitura local tem um acerto a fazer em torno de R$ 1,5 milhão, relativa à saúde “considerando as multas pesadas”, diz a prefeita Dalva e avisa com antecipação que “essas dívidas não foram feitas por mim”.

Sobre a questão do atendimento de saúde em Cocalinho há um hospital que está há um ano e meio fechado. Começou a ser construído e logo as obras foram paralisadas. “Para terminar este hospital precisamos de 2 milhões de reais e um milhão para equipá-lo”, segundo os cálculos da prefeita.

Mesmo assim, parte desse hospital está sendo utilizada, na base do improviso, mas que serve para as consultas básicas, já que os casos complexos os pacientes são encaminhados para o Regional de Água Boa (a 120 km) ou Barra do Garças, a 410 km de Cocalinho.

Essa multa de R$ 1,5 milhão de que se falou no início, poderia ser menos pesada, ter sido renegociada antes de chegar à Procuradoria Geral do Estado, porque depois disso, como se sabe, o município não se consegue expedir certidão negativa. Com isso o município fica inadimplente, impossibilitado de receber recursos.

Os problemas envolvendo o Hospital foram motivados pelo fato das autoridades locais responsáveis pelo setor atender as exigências da Vigilância Sanitária que ocorre desde o primeiro mandato do ex-prefeito Luiz Henrique. Assim que Dalva assumiu a prefeitura foi preciso conseguir R$ 7 mil apara aquisição e medicamentos para suprir em parte o básico para o atendimento local.

Mesmo com estas dificuldades a prefeita Dalva Peres diz que pretende colocar o município adimplente, em dia com suas obrigações e para tanto sua gestão está entrando com um pedido de certidão positiva “com efeito negativo” para que Cocalinho comece a receber recursos que atenda em primeira mão a saúde pública.
Notícias Relacionadas »
Comentários »

Com UTIs lotadas, Barra do Garças deve ou não aderir lockdown? 3 pacientes aguardam vagas

74.1%
24.5%
1.4%