Mãe faz apelo para filho de 15 anos tetraplégico em MT

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O adolescente Marcos Vinícius Alves Ferreira , de 15 anos, fraturou a coluna, dia 1 de julho deste ano, dando um "salto mortal" em um córrego, em Querência, onde mora, e ficou tetraplégico.

Cinco meses após o acidente, os médicos afirmam que não têm mais nada a fazer por ele em ambiente hospitalar. Marcos está internado na UTI do Hospital São Benedito em Cuiabá.

Acontece que, para ter alta, o rapaz precisa de atendimento home care com ventilação, ou seja, equipamentos e profissionais em casa e, mesmo com determinação judicial, obtida através da Defensoria Pública, o Estado não providencia a estrutura.

A mãe de Marcos, a sitiante Sheila Ferreira, 35, gravou um vídeo, fazendo um apelo às autoridades responsáveis. "Meu temor é que ele pegue uma infecção hospitalar, além disso está na vaga que poderia ser ocupada por outra pessoa, ele está bem, se alimentando com comida normal, só precisa de home care".

Para acompanhar o filho, Sheila fica, na capital, em um lar de apoio a pessoas enfermas e familiares que são do interior.

Disse que tanto ela quanto o filho passaram momentos muito difíceis e que ambos, com apoio de especialistas em psicologia e assistência social, estão melhorando.

"Imagina meu filho com 15 anos sofrer um acidente desses, um rapaz saudável e que agora só consegue mexer os olhos, não é fácil", lamenta.

Segundo ela, apesar de tudo estão felizes com as melhoras. Marcos correu risco de morte e foi operado com urgência assim que chegou de avião em Cuiabá.

Sheila explica que planeja montar casa em Barra do Garças, que é a cidade mais próxima de Querência e que tem UTI.

"Assim vamos ficar a 300 quilômetros de casa e meu marido pode ir nos ver", diz a mãe.

Os amigos de sala de aula de Marcos lançaram uma campanha de solidariedade, já que a família é de baixa renda. "A gente vive do que planto na minha terrinha, mandioca, essas coisinhas", explica Sheila.

O pecuarista Ivan Rios, de Castanheira, ficou sabendo do drama dela e do filho e resolveu ajudá-los.

"Minha avó ficou internada no São Benedito e vi essa mulher chorando noite e dia, desesperada", comenta.

Ele ressalta que há empresas como a Help Vida contratadas para prestar este serviço para o Estado.

O Gazeta Digital falou com responsável  da empresa, mas a informação é a de que só atende Cuiabá e Várzea Grande.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não deu retorno sobre o caso.


FONTE: A Gazeta
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