25/11/2016 às 00h28min - Atualizada em 25/11/2016 às 00h28min

Barra discute plano para combater abuso sexual de crianças e adolescentes

MPE-MT
Reprodução

Um plano de enfrentamento com objetivo de reduzir os números de casos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes começou a ser discutido em Barra do Garças com a participação do Ministério Público.

De um total de 300 inquéritos, instaurados em Barra do Garças, nos últimos cinco anos para apurar crimes praticados contra crianças e adolescentes, 122 estão relacionados à violência sexual de meninas e meninos com até 16 anos de idade. A pesquisa revela, também, que a maioria dos crimes foi praticada pelos próprios pais, padrastos e conhecidos das vítimas.

Os dados da pesquisa acadêmica, realizada pela professora Gisele Resende, da Faculdade Cathedral, foram apresentados no 1º Encontro Interinstitucional de Violência Sexual contra crianças e adolescentes promovido pelo Ministério Público Estadual e Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, na sexta-feira (18/11).

Com base neste diagnóstico, representantes do Ministério Público e das demais entidades que atuam diariamente na defesa da infância e juventude pretendem construir o Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente. As discussões tiveram início durante o encontro e terão continuidade no próximo mês.

Além dos indicadores sociais de violência sexual, a programação do encontro também contemplou a palestra sobre “Abordagens de crianças e adolescentes em situação de violência sexual” e “Violência Sexual Intrafamiliar: aspectos relevantes”. Os temas foram abordados, respectivamente, pela Analista Psicóloga do Ministério Público do Estado de Goiás, Jaqueline Coelho, e pela especialista em Psicologia Jurídica e Doutora em Sociologia na UFG, Karen Michel Esber.

“Para a elaboração do plano municipal de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, não apenas os dados quantitativos de denúncias e atendimentos, pretendemos analisar a interface do trabalho institucional com esse tipo de violência, aspectos positivos e negativos da articulação da rede de serviços, mapeamento de ações desenvolvidas no município e verificar as fragilidades e potencialidades no que diz respeito ao enfrentamento, proteção e prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes”, ressaltou a promotora de Justiça Nathalia Carol Manzano Magnani.

NACIONAL: Dados do Disque 100 apontam no Brasil 17.583 denúncias de crianças/adolescentes em situação de violência sexual e as maiores vítimas são as meninas com total de 54%. Apesar dos avanços societários através das discussões de gênero e de campanhas expressivas como a Faça Bonito realizada em 18 de Maio, sexualidade ainda é um tabu para a maioria das famílias. Torna-se imprescindível diante desses dados, dar visibilidade ao tema através do diálogo entre as instituições e definir estratégias de enfrentamento no município.  


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